Brasil é o segundo país mais atrativo para investimentos em renováveis, segundo BNEF



América Latina tem boas perspectivas para novos investimentos, já que Chile, Uruguai e México também estão entre os 10 primeiros colocados do ranking

O Brasil se consolida como um dos principais destino para investimentos em projetos de geração de energia renovável no mundo. A edição 2014 do Climascope da Bloomberg New Energy Finance mostra que o país é o segundo mais atrativo do mundo atrás apenas da China entre 55 países em desenvolvimento em três continentes pesquisados. As políticas públicas, acesso a financiamento e a cadeia de valor tornam o Brasil um destino interessante para os investidores. Somente no ano passado, US$ 7,6 bilhões foram aplicados em projetos renováveis. Um valor menor do que os US$ 11 bilhões de 2012, mas a BNEF ver uma retomada a partir deste ano com investimentos em novos empreendimentos.

O relatório avalia investimentos em fontes, excluindo as grandes hidrelétricas, como solar, biomassa, PCHs, eólicas e biocombustíveis. Segundo a BNEF, dos US$ 7,6 bilhões investidos no país, US$ 3,5 bilhões foram para financiar aquisições, principalmente, em energia eólica. Os investimentos em novos projetos cairam 52% sobre 2012 para US$ 3,1 bilhões, de acordo com o relatório.

O Climascope destaca que o Brasil colocou em operação 3,3 GW de nova capacidade dessas fontes renováveis no ano passado. Com isso, as renováveis representam 15% da capacidade instalada total no país de 126 GW, ressalta o documento. Além disso, o Brasil contratou em leilões 6,2 GW no ano passado, que serão comissionados nos próximos três a cinco anos.

A América Latina, de maneira geral, tem boas perspectivas para novos investimentos, já que Chile, Uruguai e México também estão entre os 10 primeiros colocados do ranking do Climascope. Entre 2008 e 2013, os 55 países pesquisados - além da América Latina, estão analisadas África e Ásia - adicionaram 142 GW, com alta de 143% no período. Enquanto, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico adicionaram 213 GW, registrando um crescimento de 84%.

Fonte: Canal da Energia



http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=103705

Usinas eólicas batem recorde de produtividade



O conjunto de usinas eólicasem operação no Brasil produziu1.898 MW médios em energia elétrica em agosto, o que corresponde a um fator de capacidade médio de 50%. O dado consta do Boletim das Usinas Eólicas, publicação mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, e representa a maior produtividade já registrada pelos parques desde o início do acompanhamento, em de-zembro de 2012.

Os números adquirem especial relevância quando comparados com o fator de capacidade médio verificado em 2013 nos países com maiorcapacidade eólica instalada, como China (23,7%), Estados Unidos (32,1%), Alemanha (18,5%) e Espanha (26,9%).O boletim também aponta que a capacidade instalada das eólicas teve alta de 75,8% (1.653 MW) até agosto deste ano, mês que fechou com 3.834 MW em potência da fonte.O Nordeste lidera aexpansão, tendo registrado um crescimento da capacidade no período da ordem de 104% - de1.451 MW em dezembro de 2013 para 2.962 MW em agosto de 2014. Ao total, a região congrega119 parques geradores, o representa 77,3% da capacidade totalde usinas eólicas do país.

No Sul, onde estão instaladas 34 usinas, também houve crescimento da capa-cidade,de 20,1%. As eólicas na região alcançaram 844 MW em operação, ou, 22% do total instalado no país. Já o Sudeste/Centro-Oestepermaneceucom apenas um parquedurante todo o período analisado, somando 28 MW, enquanto o Norte ainda não possui usinas eólicas. Os Estados do Rio Grande do Norte (1.158 MW), Ceará (1.073 MW), Rio Grande do Sul (610 MW), Bahia (528 MW) e Santa Catarina (222 MW) são os que apresentam a maior capacidade instalada em operação comercial.

Fonte: Portal ABEEólica



http://www.portalabeeolica.org.br/index.php/noticias/2678-usinas-e%C3%B3licas-batem-recorde-de-produtividade.html

Energias renováveis conquistam espaço



Pesquisadores da Alemanha e do Brasil se reuniram na FAPESP Week Munich, no dia 17 de outubro, em um painel para apresentar e debater desafios, soluções e oportunidades em energias renováveis e sustentáveis.

“Vivemos um momento de grande crescimento no mundo como um todo, tanto populacional como econômico, mas não observamos um crescimento proporcional no uso de energias renováveis. A fonte energética que mais cresce é o carvão, o que diz muito sobre a situação que vivemos atualmente”, disse Thomas Hamacher, professor na Universidade Técnica de Munique, moderador do painel e um dos palestrantes.

“Nos últimos anos, as emissões derivadas de combustíveis fósseis têm aumentado mais do que achávamos que fosse ocorrer. Se olharmos para os cenários produzidos pelo IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] no início da década de 1990, vemos que estamos hoje no lado do pior cenário estimado na época”, disse Hamacher.

“Energia é um assunto muito importante no cenário político atual e esses são pontos com os quais temos que lidar. Temos de encontrar soluções globalmente e não individualmente. Não temos uma resposta ainda, mas certamente um caminho é trabalhar mais com energias renováveis”, afirmou.

Hamacher destacou a importância para a Alemanha da questão da chamada “energiewende” (“transição energética”), que visa à substituição do carvão e de derivados do petróleo por fontes renováveis.

No Brasil, país considerado exemplar no uso de energias renováveis – em especial por conta da geração de eletricidade por hidrelétricas e pelo uso do etanol como combustível em veículos –, a pesquisa na área também tem sido intensa.

Um exemplo está no Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que foi apresentado no painel no Deutsches Museum, em Munique, por um dos membros de sua coordenação, Marie-Anne van Sluys, professora no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

Lançado em 2008, o BIOEN tem como objetivo estimular e articular atividades de pesquisa e desenvolvimento, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação em áreas relacionadas à produção de bioenergia no Brasil.

“Levando em conta que o programa se encontra em um cenário muito amplo, ele foi criado com cinco divisões, bem diferentes entre elas”, disse Van Sluys. As divisões do BIOEN estão voltadas para pesquisas em: biomassa para bioenergia; fabricação de biocombustíveis; biorrefinarias e alcoolquímica; aplicações do etanol para motores automotivos; e impactos socioeconômicos e ambientais e uso da terra.

“O BIOEN está focado tanto no conhecimento básico como na geração de novas tecnologias. A participação tem sido muito expressiva. O programa já teve 136 auxílios a pesquisa, envolvendo mais de 400 pesquisadores no Brasil e colaboradores em 15 países, entre os quais a Alemanha”, disse Van Sluys.

Van Sluys destacou que o BIOEN estimulou a criação do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, do Programa Integrado de Pós-Graduação em Bioenergia (que reúne as três universidades estaduais paulistas) e a realização de parcerias em pesquisa com empresas e instituições de diversos países.

O BIOEN também deu origem a 15 projetos de pesquisa apoiados por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e a 12 projetos no Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

Van Sluys falou sobre a importância de fazer com que a cana-de-açúcar se torne um componente ainda mais importante na matriz energética brasileira. Por conta disso, pesquisadores ligados ao BIOEN têm estudado alternativas que permitam aumentar a eficiência da cana na produção de energia.

O grupo liderado por Van Sluys na USP, por exemplo, integra um consórcio internacional de pesquisadores que trabalha no sequenciamento e análise do genoma da cana-de-açúcar e que publicou recentemente um conjunto amplo e diverso de sequências do genoma da planta.

Energia fotovoltaica – Uma alternativa considerada importante na Alemanha para a “energiewende” é o uso da energia solar. Roland Zink, professor no Instituto de Tecnologia de Deggendorf, falou sobre a pesquisa realizada por seu grupo a respeito do uso de energia fotovoltaica na Baviera.

“A instalação de painéis fotovoltaicos, subsidiada pelo governo desde o ano 2000, experimenta um forte crescimento na Alemanha. Muitos sistemas têm sido instalados em telhados e temos visto a implantação de usinas de larga escala para geração de eletricidade”, disse Zink.

“Áreas rurais, como no sudeste da Baviera, têm percebido o potencial das energias renováveis como uma oportunidade de desenvolvimento econômico”, afirmou o pesquisador.

Segundo ele, essa espécie de corrida pelo uso da energia fotovoltaica tem levado a região a experimentar problemas tanto técnicos como sociais. Um problema técnico importante é a instalação não planejada dos sistemas, envolvendo fatores como a escolha de locais menos favoráveis, seja espacial ou economicamente.

O principal problema social, contou Zink, diz respeito às estações de grande porte, que reduzem as áreas de cultivo, já escassas na região, preocupando os agricultores.

O painel sobre energia na FAPESP Week Munich também contou com apresentações dos professores Jürgen Karl (Universidade de Erlangen-Nuremberg), Gilberto De Martino Jannuzzi (Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas) e Denis Coury (Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo).

Karl falou sobre combustíveis renováveis e alternativas de armazenamento. Segundo ele, o uso de energias renováveis tem crescido na Alemanha, respondendo atualmente por mais de 30% da produção de energia no país e substituindo com sucesso as fontes nucleares e o gás natural importado principalmente da Rússia....Continue lendo no site

Fonte: Ambiente Brasil



http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/10/27/109926-energias-renovaveis-conquistam-espaco.html

Eólicas podem suprir 19% da demanda global de energia até 2030



A capacidade instalada de energia eólica pode crescer 530%, ou para 2 mil gigawatts (GW), até 2030, fornecendo até 19% da eletricidade global, afirmou relatório de uma associação comercial e do Greenpeace nesta terça-feira (21).

Segundo o documento, a capacidade instalada de energia originada pelos ventos totalizou 318 GW em todo mundo no final do ano passado e gerou cerca de 3% da eletricidade global. Esta capacidade deve aumentar em outros 45 GW, para um total de 363 GW, neste ano.

Em algumas partes do mundo, especialmente na Europa, há pessoas que vêm se opondo à energia eólica por causa dos subsídios do governo, que elas afirmam ter contribuído para um aumento crescente nas contas de energia.

Mas Steve Sawyer, executivo-chefe do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), disse: “A energia eólica se tornou a opção menos custosa quando acrescenta uma nova capacidade à rede elétrica em um número cada vez maior de mercados, e os preços continuam a cair”.

O GWEC, que representa 1.500 geradores de energia eólica, contempla o amanhã desta indústria em 2020, 2030 e 2050 em três situações tendo por base a redução de emissões atual e futura e as políticas de fomento à energia renovável.

Novo panorama global – Baseada em previsões da Agência Internacional de Energia, a entidade afirmou que a capacidade instalada cumulativa de energia eólica pode chegar a 611 GW até 2020 e a 964 GW até 2030.

No panorama “moderado” do relatório, ancorado em políticas de energia renovável existentes e supondo que a redução de emissões definida no ano que vem em Paris nos termos de um acordo climático global seja modesta, a capacidade eólica instalada pode chegar a 712 GW até 2020, a 1.500 GW até 2030 e a cerca de 2.670 GW até a metade do século.

Isso significa que a energia eólica pode suprir de 7 a 8 por cento da demanda de eletricidade global até 2020, de 13 a 15 por cento até 2030 e de 17 a 20 por cento até 2050.

No cenário mais “avançado”, baseado em taxas de crescimento mais ambiciosas e supondo que um acordo climático global mais robusto seja aprovado, a capacidade eólica pode alcançar 800 GW até 2020, quase 2 mil GW até 2030 e mais de 4 mil até 2050.

O documento identificou Brasil, México e África do Sul como áreas para um novo crescimento na energia eólica. O Brasil deve instalar quase 4 GW só neste ano. O relatório está disponível na íntegra em www.gwec.net/.

Fonte: Ambiente Brasil



http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/10/22/109796-eolicas-podem-suprir-19-da-demanda-global-de-energia-ate-2030.html

Emissão de CO2 no Brasil é 70 vezes menor que média mundial



Dados do boletim “Energia no Mundo” informam que Brasil emitiu 460 milhões de toneladas de dióxido de carbono no ano passado

O Brasil registrou emissão de gases do efeito estufa quase 70 vezes menor do que a média estimada para os demais países no ano de 2013, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia nesta segunda-feira (20).

Os dados do boletim “Energia no Mundo”, divulgado anualmente pela pasta, informam que o Brasil emitiu 460 milhões de toneladas de dióxido de carbono (MtCO2) no ano passado, o que representa uma relação de 1,55 toneladas de CO2 a cada tonelada equivalente de petróleo (tep) consumida no País. O indicador é 34% menor que o mundial, de 2,37 tCO2/tep, resultado da emissão de 32.270 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2013.

A relação entre o consumo de energia e as emissões de CO2 mundiais piorou nos últimos dez anos, de acordo com o boletim. Com crescimento de 28% na demanda mundial de energia, entre 2003 e 2013, e maior uso relativo de carvão mineral em relação ao petróleo e gás, as emissões de gases do efeito estufa passaram de 2,33 tCO2/tep em 2003 para os atuais 2,37 tCO2/tep.

Petróleo

Quanto ao consumo mundial de petróleo, o boletim aponta que em 2013 foram consumidos 91,3 milhões de barris por dia (Mbbl/d), equivalente a 31 vezes o consumo do Brasil no mesmo ano. Já o consumo de gás natural mundial foi de 3.348 bilhões de metros cúbicos (Gm³), volume 89 vezes maior que o consumido no Brasil. No carvão mineral, o consumo mundial foi de 3.827 Mtep no ano passado, montante 232 vezes o do Brasil.

Fonte: Portal Brasil



http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2014/10/emissao-de-co2-no-brasil-e-70-vezes-menor-que-media-mundial

Governo marca leilão de fontes alternativas para abril de 2015



Negócio envolve geração a partir de fonte eólica ou termelétrica a biomassa.

Serão negociados contratos na modalidade por disponibilidade de energia.

O Ministério de Minas e Energia determinou a realização do leilão de fontes alternativas de 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 10 de abril do ano que vem, conforme portaria publicada nesta segunda-feira (20) no "Diário Oficial da União".

Segundo o texto, serão negociados no leilão contratos na modalidade por disponibilidade de energia elétrica, com prazo de suprimento de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos de geração a partir de fonte eólica ou termelétrica a biomassa.

Fonte: Globo



http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/10/governo-marca-leilao-de-fontes-alternativas-de-2015-para-abril-de-2015.html

Benefícios de energia renovável superam expectativas



Vantagens excedem projeções de todos os custos ambientais de instalação de geradores de energia a partir de fontes renováveis

Apesar de todos os metais e matérias-primas usadas na construção de células solares e turbinas eólicas, essas fontes renováveis de baixo carbono terão pouco impacto climático e ambiental até 2050.

Grandes quantidades de metais é necessária para a produção de células solares e turbinas eólicas: matérias-primas como cobre e ferro; terras-raras como o índio e outros, que envolvem grandes emissões de gases estufa e outros tipos de poluição durante seu processo de mineração e processamento para produzir componentes de geradores de energia renovável.

Assim, será que essas fontes de eletricidade renovável de baixo carbono são muito verdes? A resposta é sim.

De acordo com uma nova pesquisa publicada na segunda-feira (dia 6 de outubro), projetos de energia eólica e solar de todo o planeta até 2050 provavelmente terão um impacto climático e ambiental muito baixo e até reduzirão a poluição do ar, apesar de exigirem matérias-primas derivadas de processos poluentes para esses projetos eólicos, solares e hidrelétricos.

Como parte do novo estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, pesquisadores conduziram a primeira análise de uma estreia global em grande escala de novas usinas eólicas, hidrelétricas e solares, investigando se a mudança na geração de carvão e gás natural para renováveis aumentaria ou diminuiria certos tipos de poluição.

Segundo informações do estudo, geralmente não se sabe muito sobre o ambiente e os custos climáticos de uma mudança global de combustíveis fósseis para fontes renováveis, e nem como essa mudança afeta a poluição da produção de matérias-primas usadas em painéis solares e hélices de turbinas eólicas como cobre, concreto, alumínio, índio e outros materiais.

Ainda segundo o estudo, turbinas eólicas precisam de até 14 vezes o ferro necessário para a geração de energia fóssil, e fotovoltaicos solares precisam de até 40 vezes mais cobre que usinas elétricas tradicionais movidas a carvão, petróleo ou gás natural.

Com o passar do tempo o impacto ambiental provocado pela extração dessas matérias-primas diminui, a poluição é reduzida e a quantidade total desses materiais provavelmente necessários para fontes de energia renovável é uma fração do volume dos materiais que estão sendo minerados atualmente.

Os pesquisadores partiram do pressuposto de que as energias solar, eólica e hidráulica representarão até 39% da produção energética global em 2050, em comparação aos 16,5% em 2010, exigindo 1,5 gigatoneladas de matérias-primas para construção.

“Fiquei surpreso com a redução geral da poluição em fontes renováveis de energia”, declara o principal autor do estudo, Edgar Hertwich, professor de energia e engenharia de processos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. “Eu esperava que alguns produtos tóxicos pudessem estar aumentando devido aos materiais utilizados. Minérios de metais contêm grandes quantidades de metais pesados, e eu esperava que isso fosse significativo. Fiquei muito surpreso em não vê-los aparecer”.

Quando comparada a usinas de carvão, a energia renovável vence porque a geração eólica e solar não exige matérias-primas adicionais durante o tempo de vida da turbina ou do painel solar. Usinas a carvão, por outro lado, exigem a mineração constante de carvão, aponta ele.

O estudo, publicado na segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, conclui que novas instalações de energia renovável aumentariam a demanda por ferro e aço em 10% até 2050, e o cobre que seria necessário para sistemas fotovoltaicos é equivalente a dois anos da atual produção global de cobre.

“A quantidade de materiais que precisam ser deslocados pelo carvão é maior que a quantidade de metal deslocada para energias renováveis”, explica ele.

Até mesmo quando geradores de energia solar e eólica precisam ser reconstruídos, matérias-primas podem ser recicladas a partir de geradores energéticos mais antigos, observa ele.

A substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis poderia reduzir as emissões globais de gases estufa em 62% abaixo de um cenário que supõe que o consumo global de energia continuará em sua trajetória atual, com a geração de energia a carvão possivelmente aumentando 149% em relação aos níveis de 2007, de acordo com o estudo.

A pesquisa também mostra que a poluição da água doce poderia ser reduzida pela metade e a matéria particulada no ar reduzida em 40%.

“Esse estudo ajuda a tornar ainda mais claros os benefícios e a necessidade de tecnologias renováveis para atingir metas de mitigação de gases estufa no longo prazo”, declara Christine Shearer, aluna de pós-doutorado em ciências do sistema terrestre na University of California-Irvine. Sua pesquisa mais recente sugere que a dependência de gás natural para a geração energética impede o desenvolvimento de renováveis.

“Nós sabemos que nenhuma fonte de energia é benigna”, aponta ela. “Cada uma delas terá um impacto diferente sobre o ambiente e seus recursos, especialmente quando escalonadas. Hertwich e seus colegas prestaram um grande serviço ao quantificar esses efeitos de ciclo de vida e mostrar os benefícios de energias renováveis não apenas para o clima, mas também para o ar e para a água, com uma quantidade administrável de recursos”.

Fonte: UOL



http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/beneficios_de_energia_renovavel_superam_expectativas.html

Edital do leilão A-1 entra em audiência pública na quarta-feira, 15



Período de contribuições será encerrado em dez dias. Contratos serão de janeiro de 2015 a dezembro de 2017 ou 2019

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a abertura de audiência pública com a proposta de edital do leilão A-1, marcado para o dia 5 de dezembro.  O prazo para envio de contribuições por escrito será iniciado nesta quarta-feira,  15, e encerrado na sexta-feira, 24 de outubro.

O certame é destinado à contratação de energia existente pelas distribuidoras para substituir os contratos que vencem em dezembro desse ano. Essa energia será adquirida em contratos por disponibilidade para termelétricas e por  quantidade para hidrelétricas e outras fontes.

Os prazos de contratação são de três anos, com suprimento entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017; e de cinco anos, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019. As distribuidoras terão até 21 de novembro para apresentar suas Declarações de Necessidade para 2015.

Fonte: Canal da Energia



http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=103513

Chile torna-se primeiro sul-americano a taxar carbono



Imposto sobre o carbono no Chile tem como alvo o setor de energia, particularmente geradoras que operam usinas térmicas

São Paulo - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, promulgou nova legislação fiscal ambiental nesta sexta-feira, tornando o país o primeiro na América do Sul a taxar a emissão de dióxido de carbono (CO2).

Como parte de uma ampla reforma fiscal, o imposto sobre o carbono no Chile tem como alvo o setor de energia, particularmente geradoras que operam usinas térmicas com capacidade instalada igual ou superior a 50 megawatts.

Serão cobrados destas instalações 5 dólares por tonelada de dióxido de carbono (CO2) liberado. As usinas térmicas a biomassa e pequenas instalações serão isentas.

O novo imposto destina-se a obrigar os produtores de energia a mover-se gradualmente para fontes mais limpas para ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa no país.

Neste ano, o México impôs um imposto sobre a venda de vários combustíveis fósseis, com base no seu teor de carbono, com média de 3 dólares por tonelada de CO2.

No México, as empresas podem usar os créditos de carbono para deduzir seus impostos, algo não considerado no Chile.

Fonte: Exame



http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/americano-a-taxar-emissao-de-carbono

Brasil se torna o terceiro maior mercado eólico no 1º semestre



País instalou 1,3 GW de nova capacidade, atrás apenas de China e Alemanha. Além disso, já é o 13º em capacidade total

O Brasil se tornou o terceiro maior mercado eólico no mundo no primeiro semestre, em termos de nova capacidade instalada, segundo relatório da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês), sobre o desempenho do período. O país instalou 1,3 GW em nova capacidade, somando 4,7 GW de capacidade total instalada. Essa marca levou o país ao 13º lugar entre os maiores geradores eólicos do mundo. E a perspectiva, segundo a WWEA, era chegar ao 10º lugar, já em setembro, com a projeção de se ter 5 GW instalados.

Segundo a associação mundial, o Brasil respondeu por 7% de toda a capacidade instalada no mundo nos seis primeiros meses do ano, que chegou a 17,6 GW. Com isso, a potência instalada global alcançou 336,3 GW. A China foi o maior mercado com a instalação de 7,1 GW, o correspondente a 41% do total. O país asiático contava no fim de junho com um parque de 98,6 GW, mas a WWEA salienta que a marca dos 100 GW já deve ter sido ultrapassada. A Alemanha começou a operar mais 1,8 GW, alcançando 36,5 GW.

A WWEA reparou ainda que a Ásia passou a ter o parque gerador eólico, com 36,9% de toda a capacidade mundial, ultrapassando a Europa, com 36,7%.

Fonte: Canal da Energia



http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=103385

Caetité 1 começa a operar



A Aneel autorizou a Força Eólica do Brasil a iniciar operação comercial do parque eólico Caetité 1, de 30MW, localizado na Bahia.

Controlada pela Espanhola Iberdrola e Neoenergia, a Força Eólica vendeu a energia do parque no mercado livre.

O parque estava completo em dezembro de 2013, ma aguardava a conexão pela subestação Igaporã II. Dois outros parques da empresa, Caetité 2 e Caetié 3, também conectados à mesma subestação, iniciaram operações no mês passado.

Caetité 1 foi construído com 15 aerogeradores do modelo G90 de 2MW cada fabricados pela também espanhola Gamesa.

Fonte: Recharge Brasil



http://www.rechargenews.com/brasil/eolica_brasil/article1379178.ece

Meio ambiente e energia: um falso conflito para o Brasil



O processo civilizatório está intimamente vinculado ao diálogo da humanidade com a natureza. A revolução industrial marcou uma inflexão nesse diálogo ao centrar no consumo de recursos fósseis a expansão do consumo de energia. Desde então, o incremento do bem-estar da humanidade passou a exercer pressão sobre a disponibilidade de recursos fósseis do planeta e, consequentemente, sobre a capacidade de os ecossistemas absorverem os gases resultantes de sua combustão.

A engenhosidade humana tem permitido superar a preocupação com o esgotamento físico dos recursos fósseis, porém com concentração de riqueza e com tensões geopolíticas crescentes. No entanto, a comunidade científica identifica nos eventos climáticos extremos, induzidos pela concentração de gases na atmosfera, um risco para o bem-estar conquistado pela humanidade. Para mitigar, senão evitar, esse risco, a comunidade científica indica ser indispensável uma transformação no padrão de consumo das sociedades industriais.

Eficiência energética

A diplomacia ainda não conseguiu propor uma agenda coletiva de ação para a redução do consumo de combustíveis fósseis. No entanto, os países têm adotado metas unilaterais para a mitigação de suas emissões que, sem comprometer a melhoria do bem-estar de sua população, permitem reduzir seu consumo de recursos fósseis. Para alcançar esse objetivo, são adotadas dois conjuntos de políticas. O mais importante deles visa reduzir o consumo de energia com incrementos da eficiência energética dos equipamentos, dos processos e da logística de transporte. O segundo busca fomentar a substituição dos combustíveis fósseis na geração de eletricidade e nos motores a combustão interna.

O Brasil também adotou metas unilaterais para a redução de suas emissões de gases. Contudo, nossa política energética tem negligenciado as políticas de eficiência, nas quais reside o maior potencial de redução das emissões. Essa negligência é recorrentemente justificada com o argumento falacioso de que, sendo nossa matriz energética majoritariamente composta por fontes renováveis, medidas de eficiência energética teriam pouco efeito do ponto de vista das emissões de gases. Trata-se de um grande equívoco.

A maior parcela renovável de nossas emissões de gases está vinculada ao desmatamento descontrolado da Amazônia. E a expansão da oferta de eletricidade está programada para ser suprida com a construção de hidrelétricas naquela região. Ainda que as hidrelétricas amazônicas não sejam o único fator do desmatamento descontrolado da região, são inegáveis os efeitos socioambientais dessas obras cujos condicionantes os órgãos governamentais se mostram incapazes de fazer cumprir. Mais ainda, como as centrais hidrelétricas amazônicas necessariamente não podem ter reservatórios relevantes, sua operação econômica fica dependente da operação dos reservatórios hidrelétricos existentes na região Sudeste. Dessa forma, o imenso potencial eólico ambientalmente amigável, que também necessita desses reservatórios para garantir sua economicidade, é reduzido drasticamente, e a expansão do parque gerador termelétrico torna-se indispensável para garantir a confiabilidade do suprimento de eletricidade.

Oportunidade nos transportes

O núcleo duro da transformação da matriz energética reside no sistema de transportes. O Brasil adotou política pioneira na substituição dos recursos fósseis pelos biocombustíveis com o uso do etanol combustível. Porém, sua logística de transportes permanece assentada essencialmente nas rodovias. Após a identificação de reservatórios gigantes no pré-sal, a política de fomento ao consumo de biocombustíveis perdeu impulso e, mais importante, os incentivos governamentais foram direcionados para o transporte individual. Consequentemente, nossas emissões de gases vinculadas à logística de transporte estão crescendo rapidamente.

A reorganização do mercado energético em torno de recursos energéticos não fósseis será necessariamente um processo longo. Ela é mais fácil de ser empreendida no sistema elétrico, no qual basta conectar as centrais alimentadas com recursos renováveis à malha de distribuição elétrica. Ela é mais complexa no setor de combustíveis, em que a transformação depende em larga medida de mudanças na logística de transportes.

As incertezas que atualmente cercam o mercado do petróleo, principalmente a volatilidade de seu preço, dificultam essa transformação. O suprimento seguro de petróleo é indispensável para que essa reorganização ocorra de forma sustentada e socialmente justa. Com matriz energética pouco intensiva em combustíveis fósseis, amplo potencial de fontes renováveis e supridor de petróleo seguro, o Brasil está credenciado para assumir papel central na liderança do processo de reorganização do mercado energético global. Para tanto, é preciso abandonar a percepção conflituosa entre ambiente e energia para abraçar as sinergias entre a proteção do meio ambiente, o progresso social e a expansão do consumo de energia.

*Adilson Oliveira é professor do Instituto de Economia da UFRJ

Fonte: O ECO



http://www.oeco.org.br/convidados/28668-meio-ambiente-e-energia-um-falso-conflito-para-o-brasil

Energias solar e eólica atraem investidores



Ao redor do mundo, países estão avançando rapidamente nos investimentos em energias renováveis.Eólica e solar são as tecnologias de maior crescimento em todo o mundo. A China é o maior empregador global no setor de energia renovável e a Alemanha lidera os empregos em renováveis na Europa. Hoje, a capacidade eólica instalada nos EUA equivale à metade do total da energia gerada no Brasil.

Quando o fator “descarbonização” foi incluído na equação dos investimentos energéticos com a criação do índice de carbonização, há seis anos, passando a medir o volume dos gases de efeito estufa emitidos por unidade de PIB, incluindo as emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis na geração de eletricidade, as renováveis tomaram um novo rumo. Novos modelos de financiamentos para investimentos energéticos mudaram as ofertas de recursos, nacionais e internacionais, estimulando o desenvolvimento dos parques energéticos limpos.

A China bateu o recorde mundial na instalação de capacidade de energia solar fotovoltaica em 2013, respondendo por 64% da produção global de painéis solares, ou seja, 25.600 megawatts dos 40.000 megawatts produzidos mundialmente em 2013. Das 10 maiores empresas de produção de painéis solares do mundo, cinco são chinesas. A Canadian Solar, colocada em terceiro lugar, produz 90% dos seus módulos na China; outras duas empresas japonesas, uma americana e outra alemã, completam a lista.

Entre 2000 e 2012 a energia eólica cresceu 16 vezes e solar saltou 49 vezes, registrando o maior crescimento entre as tecnologias de produção de energia em todo o mundo, contudo, a energiahidrelétrica continua como a principal fonte de energia renovável (16,5% da potência mundial), seguida da fonte eólica, com 3,4%, e a solar com 0,6% da energia global, informa o relatório do WWI-Worldwatch Institute.

A China, maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, também é o maior empregador global no setor de energia renovável, com 1,6 milhão de empregos na indústria de energia solar fotovoltaica em 2013, e mais 1 milhão empregos em outras diferentes fontes limpas. Os estados membros da União Europeia, por sua vez, focados no controle das emissões, tinham mais de 1,2 milhão de empregos de energias renováveis em 2012, liderados pela Alemanha com cerca de 371 mil postos de trabalho. Na Espanha, o setor das energias renováveis sofreu uma perda de 23.700. 17% dos postos de trabalho entre 2008 e 2012.

Com o crescimento vertiginoso da demanda por energia solar, cada vez mais acessível, o WWI projeta que a produção anual de painéis solares da China pode dobrar para 51 mil megawatts até 2017 (18,3 mil megawatts no final de 2013), o que representa cerca de 70% da produção mundial. Atingindo este patamar a China irá, em quatro anos, adicionar mais capacidade de geração de eletricidade solar do que a instalada em todo o mundo no início de 2011.

Nos Estados Unidos, o número de empregos eólicos e de etanol caiu, mas, em compensação, aumentaram rapidamente os postos de trabalho em energia solar para 143 mil, em 2013, um ganho de 20%. O Brasil entrou para a lista dos 10 países mais atraentes para investimentos em energias renováveis da Ernst & Young. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional de 2013, do Ministério de Minas e Energia, 85% da eletricidade produzida no país vem de usinas hidrelétricas, biomassa, energia eólica e solar.

Enquanto a novíssima legislação ambiental fiscal do Chile taxa, em 5 dólares por tonelada, a emissão de dióxido de carbono, o projeto Low Carbon Future Cities (Futuras Cidades de Baixo Carbono) mostra técnicas inovadoras para aumentar a eficiência energética nas cidades de Wuxi, na China, e de Düsseldorf, na Alemanha; revelando soluções tecnológicas de baixo carbono e incentivando a sua implantação. Um bom exemplo a ser seguido por cidades brasileiras e outras ao redor do mundo.

Fonte: Portal  ABEEólica



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