MME aprova diretrizes para leilão de reserva



Certame vai ter produtos para fontes eólica, solar e biomassa vinda de resíduos

O Ministério de Minas e Energia aprovou nesta quarta-feira, 30 de julho, as diretrizes da sistemática para o leilão de reserva, que será realizado no próximo dia 31 de outubro. A portaria 377/2014 foi publicadas no Diário Oficial da União.

O leilão vai contemplar três produtos: um para solar, um para eólica e outra para biomassa vinda de resíduos sólidos urbanos e biogás de aterro sanitário ou biodigestores de resíduos vegetais ou animais. Foram cadastrados para participar desse leilão pela Empresa de Pesquisa Energética 1.034 projetos que totalizam 26.297 MW.

De acordo com a portaria, o leilão será composto de duas etapas: a etapa uniforme, em que os proponentes poderão a cada rodada, submeter lances para os produtos em negociação, com quantidades associadas a preço de lance da rodada; e a etapa discriminatória, que começa após a etapa uniforme, onde há submissão de apenas um lance para os produtos que estão sendo negociados.

Fonte: Diário dos Ventos



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140731-1359.pdf

Revolução Eólica (45) - Energia dos ventos supera a nuclear até 2020



A expansão da energia eólica em escala mundial avança a passos largos. A eletricidade a partir dos ventos já equivale à produzida por 280 reatores. A cada ano, o número de aerogeradores cresce 20%. A Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês) estima que até 2020 o volume energético gerado pelo vento irá quadruplicar, chegando a mais de mil gigawatts.

Na Espanha e na Dinamarca, o vento é a fonte de 20% da eletricidade. Na Alemanha, essa percentagem é de 10% e, segundo os prognósticos, até 2020, será de 20% a 25%.

Mas é a China o país que mais promove esse avanço. A parcela da energia eólica no abastecimento nacional gira em torno de apenas 3% – a maior parte (75%) é proveniente das térmicas a carvão -, no entanto é de lá que vem quase a metade de todas as turbinas produzidas.

No entanto, em termos de volume absoluto, a geração de energia eólica na China ultrapassa o total da produção em toda a União Europeia. Em 2013, a eólica superou a nuclear e tornou-se a terceira matriz energética do país, atrás das termelétricas a carvão e das hidrelétricas.

O país asiático projeta para os próximos seis anos duplicar o número de turbinas eólicas no país ao longo dos próximos seis anos elevando sua capacidade instalada de energia eólica dos atuais 75GW para 200GW até 2020.

Novos parques estão a ser criados em ritmo acelerado na China. O Governo chinês tem lançado uma série de subsídios, preocupado com a elevada poluição do ar em muitas cidades do país. Uma fabricante chinesa já consegue produzir duas turbinas por dia. Esse ‘boom’ do setor, com novos modelos de turbinas, reflete na indústria mundial, ocasionando uma quebra de preços nos mercados da Ásia, América Latina e África.

Fonte: Jornal Já



http://jornalja.com.br/2014/07/29/a-revolucao-eolica-45-energia-dos-ventos-supera-a-nuclear-ate-2020-2/

Energia solar cadastra equivalente a uma Belo Monte em leilão de reserva



A energia solar fotovoltaica cadastrou 400 projetos no total de 10.790 megawatts (MW) para participação no leilão de energia de reserva marcado para 31 de outubro, o primeiro em que não competirá com outras fontes e que poderá marcar a entrada definitiva da energia solar na matriz elétrica brasileira.

A quantidade de projetos solares cadastrados equivale quase a uma hidrelétrica Belo Monte.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou nesta terça-feira (29) que 1.034 projetos de geração de energia foram cadastrados para o leilão, no total de 26.297 MW.

Desse volume, a energia eólica cadastrou 626 projetos, no total de 15.356 MW, e as térmicas a biogás e resíduos sólidos urbanos cadastraram 8 empreendimentos, somando 151 MW.

Os projetos ainda têm que passar pela fase de habilitação para poderem efetivamente ofertar energia no leilão.

A maioria dos projetos cadastrados está na Bahia, sendo 236 eólicas e 161 usinas solares nesse Estado.

“O alto número de projetos cadastrados já nos permite antecipar que esse será um leilão bastante competitivo”, disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, em comunicado.

O leilão de reserva prevê a entrega da energia que será contratada a partir de 2017.

O Brasil tem a maior reserva de matéria-prima do mundo para a produção de painéis fotovoltaicos, mas tem optado por investir em fontes mais baratas como hidrelétricas.

Mais recentemente, porém, o governo federal se voltou para a energia solar, na esteira de uma crise hídrica que baixou represas de várias usinas no país a níveis críticos e a matriz elétrica nacional passou a mostrar limitações.

A expectativa é de que o leilão contrate ao menos 500 MW em novos projetos.

Alguns especialistas do setor, entretanto, apontam que a disputa poderá viabilizar até 1.000 MW, suficiente para atender mais de 4 milhões de residências, considerando um preço-teto de entre R$ 230 e 260 por megawatt-hora (MWh).

Fonte: Diário dos Ventos



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140730-1358.pdf

Microrganismos podem reduzir produção de energia solar



Biofilmes superficiais formados por fungos e outros microrganismos, e associados a outros materiais particulados, podem reduzir em até 10% a produção de energia de painéis fotovoltaicos, que transformam a energia solar em elétrica. A descoberta, inédita no mundo, é resultado do estudo Avaliação da influência de biofilmes (fungos e fototróficos) na eficiência energética de módulos fotovoltaicos, realizado pela pesquisadora Márcia Aiko Shirakawa, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), da Escola Politécnica (Poli) da USP. O projeto multidisciplinar teve por objetivo avaliar se o crescimento de microrganismos, no caso fungos e organismos fototróficos (como por exemplo, cianobactérias e microalgas), poderiam diminuir a aquisição da energia solar em módulos fotovoltaicos expostos na cidade de São Paulo.

De acordo com Márcia, há vários estudos na literatura científica que mostram os problemas causados nos módulos fotovoltaicos por outros tipos de poluição, como poeira e fuligem. “Fatores biológicos são incluídos na composição das poeiras, mas até o momento a caracterização microbiológica destes fatores ainda não foi realizada”, explica a pesquisadora da Poli. “O crescimento de fungos (bolores) pode ser visto em lentes de microscópios e câmeras fotograficas sendo, portanto, um fenômeno conhecido na superfície de vidros, mas ainda não haviam sidos estudados em painéis solares. Por isso, nossa pesquisa vem preencher uma lacuna do conhecimento científico em área multidisciplinar, envolvendo a microbiologia e a redução de produtividade em sistemas fotovoltaicos instalados em telhados urbanos.”

Para realizar o estudo, Márcia e sua equipe instalaram 18 módulos fotovoltaicos, composto por 36 células, de 10 cm² cada, de silício policristalino, no Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto de Energia e Ambiente (LSF-IEE). Depois de 18 meses exposto ao sol, foram coletadas amostras da área superficial externa de seis módulos. “Constatamos que nesse um ano e meio de exposição os fungos colonizaram intensamente a superfície dos módulos”, conta a pesquisadora. “Verificamos que até cerca de 50% da ‘poluição’ depositada sobre os painéis pode ser composta por matéria orgânica e que os fungos são preponderantes em relação aos organismos fototróficos.”

Influência dos fungos

Segundo Márcia, esses resultados ganham ainda mais importância porque até este estudo não se conhecia a influência dos fungos na aquisição da energia solar, principalmente nas condições climáticas tropicais do Brasil. “A ‘sujeira’ depositada sobre os módulos na verdade é composta de um biofilme de bactérias e fungos”, explica. “A maioria dos fungos encontrados possui melanina na sua parede celular, o que lhes dá uma coloração escura. Por isso, o crescimento deles reduz a passagem da luz solar para as células fotovoltaicas e, portanto, diminuem a eficiência dos módulos. Como esses microrganismos também produzem exopolissacarídeos, que são compostos com aspecto mucoso, favorecem a adesão de outros materiais particulados atmosféricos, o que bloqueia ainda mais a passagem da luz solar.”

A pesquisadora diz que a limpeza periódica dos módulos fotovoltaicos é importante para retirar essa comunidade microbiana, assim como as partículas atmosféricas de origem abiótica. Além disso, os resultados do trabalho apontam para a necessidade de investigar e investir em pesquisas com vidros que tenham a capacidade de evitar a formação desses biofilmes, pois muitas vezes os módulos fotovoltaicos estão situados em locais de difícil acesso para limpeza periódica. “Também são necessários estudos em diferentes regiões climáticas e cenários de biodiversidade microbiana, para estimar a contribuição dos biofilmes compostos por fungos e organismos fototróficos para cada região do Brasil”, acrescenta Márcia.

O projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi realizado no Laboratório de Microbiologia do Depto de Engenharia de Construção Civil da Poli, em parceria com o Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, coordenado pelo professor Roberto Zilles. “Também contamos com colaboração do Laboratório de Micologia Médica (LIM-53) do Hospital das Clínicas e do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP), ambos da USP, para a realização da identificação molecular dos principais fungos e organismos fototróficos isolados em cultura”, informa Márcia. “A avaliação dos fungos sem a etapa de cultura está sendo realizada por meio de uma colaboração com a Universidade Livre de Berlim. Essas parcerias fortalecem o caráter multidisciplinar necessário para abordar este tema de interface entre energia renovável, ciências dos materiais e microbiologia.”

Fonte: Agência USP de notícias



http://www.usp.br/agen/?p=181209

Preço de energia está retornando a patamares razoáveis, diz Tractebel



O preço da energia no longo prazo está em uma elevação crescente e constante, beirando os R$ 150 por MWh, o que na avaliação de Eduardo Sattamini representa uma retomada aos patamares considerados razoáveis para o mercado. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Tractebel Energia, maior geradora privada do Brasil, acredita que esse patamar é sustentável no longo prazo.

Na avaliação do executivo, que conversou com investidores em teleconferência nesta segunda-feira (28/07), houve um grande período de pressão por expansão (da oferta de energia) a preços muito baixos e “não factíveis com o longo prazo”. No entanto, esse cenário está sendo revertido.

Segundo Sattamini, o mercado está precificando, e disposto a comprar. “A gente tem visto uma elevação sistemática nos preços para 2017, 2018 e 2019. A cada 20 dias vou conversar com o pessoal de comercialização e os preços estão um pouquinho mais alto”, diz o executivo. De acordo com Sattamini, a percepção de preços no longo prazo está da ordem de R$145 por MWh e subindo.

A Tractebel não tem mais energia disponível para venda em 2015 e 2016. “Atingimos o limite de reserva”, diz Sattamini, que informa que a empresa já está comercializando contratos para suprimento em 2019.

Fonte: Jornal da Energia



http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=17455&id_tipo=2&id_secao=17&id_pai=0&titulo_info=Pre%26ccedil%3Bo%20da%20energia%20est%26aacute%3B%20retornando%20a%20patamares%20razo%26aacute%3Bveis%2C%20diz%20Tractebel

Complexo de energia eólica aumenta procura por imóveis no sul do Rio Grande do Sul



Investimento de R$ 3 bilhões aumenta a receita dos municípios do estado. Obras nos três parques devem gerar 4,8 mil empregos diretos e indiretos.

O maior complexo de energia eólica da América Latina alavanca a economia do Rio Grande do Sul. O investimento de R$ 3 bilhões aumenta a receita dos municípios do extremo sul do estado e aumenta a procura por imóveis.

No Chuí, um dos parques está em fase inicial de construção. Em Santa Vitória do Palmar, serão dois. Um deles aguarda licença ambiental para instalação, enquanto o outro tem as obras praticamente concluídas. "Hoje, arrecadamos em torno de R$ 15 milhões em ICMS. Esperamos ampliar este valor em 30%", observa Eduardo Morrone, prefeito de Santa Vitória do Palmar.

As obras dos três parques devem gerar 4,8 mil empregos diretos e indiretos. Como muitos operários são de outros lugares, a locação de imóveis cresceu 30% na região. "Há procura por aluguéis de casas durante o ano e não só na época de veraneio", diz a corretora Senelise Rames.

O complexo energético já recebeu mais de 3 mil visitantes. Com mais clientes, um restaurante precisou contratar 10 novos empregados. "Trabalhamos das 4h até as 23h e sempre tem movimento. Servimos café da manhã, almoço e janta", conta a comerciante Elisabete Alves.

A energia gerada pelo parque, cerca de 583 megawatts, é suficiente para abastecer 3,5 milhões de pessoas e será distribuida através do sistema elétrico nacional.

Fonte: Diário dos Ventos



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140728-1356.pdf

Brasil tem "boom" de energia eólica, a menos poluente



Bons ventos para a economia, mas também para a diminuição da poluição no Brasil. O grupo espanhol Gamesa, líder mundial em turbinas eólicas, anunciou ter fechado dois contratos com o governo da Bahia para a produção de 214 megawatts de energia. O setor tem registrado uma expansão vertiginosa no país, que busca diversificar a sua matriz energética.

A Gamesa já considera o Brasil como o seu principal mercado mundial. A expectativa do governo e de especialistas é de que até 2024, os geradores movidos a vento respondam por pelo menos 12% do consumo energético do Brasil. Apenas no último ano, a participação dessa fonte de energia já aumentou 44%, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A estimativa é de que o potencial de geração de energia eólica seja de 300 mil megawatts – atualmente, a capacidade já instalada, juntando-se todos os tipos de energia, é de 125 mil megawatts.

“Os potenciais hidrelétricos estão cada vez mais distantes e difíceis de serem explorados. O nosso objetivo ainda é utilizar ao máximo esse potencial, mas precisamos complementá-lo com outras fontes”, explica Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “Além disso, antigamente o preço dessas fontes renováveis novas era muito alto. Mas hoje, a energia eólica é a segunda fonte mais barata, depois da hidrelétrica.” O professor da Ufrj (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Roberto Schaeffer, especialista em Planejamento Energético, afirma que o potencial eólico brasileiro se concentra na região nordeste e no Rio Grande do Sul, onde os ventos são intensos e constantes. Mas é o país inteiro que se beneficia dessa nova fonte energética, que, para o meio ambiente, é a melhor que existe.

Zero emissões

“Do ponto de vista de emissões de gases de efeito estufa ou de poluentes locais, a energia eólica não emite nada, zero. Há apenas algumas queixas, de populações próximas, do ruído de um gerador eólico. Algumas pessoas também começam a se queixar do impacto visual”, observa. “Mas dentre as energias possíveis, a eólica é, provavelmente, a mais limpa de todas.”

Apesar dos benefícios, Schaeffer lembra que essa fonte energética tem suas limitações. “A energia eólica está crescendo muito no mundo todo, mas não pode crescer sozinha. Ela é sempre complementar a outras formas de geração de energia elétrica”, diz. “De maneira geral, não é recomendado gerar mais do que 20% da energia elétrica pela eólica. Você precisa garantir que, se parar de ventar, o resto do sistema aguentará a demanda.”

Atualmente, oito companhias estrangeiras exploram o setor no Brasil. Para garantir a distribuição desta energia, agora o governo está fazendo os leilões das linhas de transmissão onde há potencial eólico antes mesmo de contratar as usinas – após a ocorrência de atrasos, como na Bahia e no Rio Grande do Norte. “Nós tivemos alguns atrasos em alguns parques, no início do programa, mas agora estamos antecipando os projetos de linhas de transmissão, para evitar que o parque fique pronto, mas a linha de transmissão, não”, destaca Tolmasquim.

Fonte: Eco-Finanças



http://ef.amazonia.org.br/2014/07/brasil-tem-boom-de-energia-eolica-a-menos-poluente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-tem-boom-de-energia-eolica-a-menos-poluente

Linhas de transmissão para eólicas têm leilão antecipado



O governo decidiu licitar as linhas de transmissão que vão escoar a energia de parques eólicos sem que os projetos de geração estejam definidos. A estratégia usada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) consiste em identificar as localidades com maior potencial para a produção de energia elétrica a partir da força dos ventos e realizar leilões de transmissão apenas com o mapeamento em mãos das futuras usinas eólicas.

O plano se baseia no fato de as usinas eólicas serem consideradas projetos renováveis de baixo impacto ambiental.

Na prática, o empreendedor tem maior agilidade na obtenção de licença dos órgãos ambientais. Essa é uma das principais justificativas para os atrasos recorrentes de obras do setor.

Há expectativa de que seja reduzido o risco de prejuízo ao consumidor pela demora na conclusão das linhas. Isdo ocorre quando usinas ficam prontas, mas não contam com rede para escoar a energia produzida. Nesse caso, a geradora é remunerada pelas contas de luz dos consumidores, mesmo sem entregar a energia. O governo avalia que o dano maior se dá quando as usinas eólicas ficam prontas antes da transmissão, mas não na situação inversa.

A decisão do governo vale para os leilões de 832 km de linhas, com investimento de R$ 739 milhões. Os projetos licitados devem iniciar a operação no Nordeste até 2017. Outros leilões também afetados pela iniciativa serão ainda realizados este ano e no início de 2015. Os investimentos somam R$ 4,139 bilhões em linhas e subestação de transmissão. Serão 2,4 mil quilômetros no Sul e 1,6 mil quilômetros na região Nordeste, com início da operação até 2018.

A EPE informou que as licitações antecipadas servirão para “integração do potencial eólico desses Estados (do Sul e Nordeste), mas também para aumentar a confiabilidade no atendimento ao mercado local”. 

Fonte:Diário do Ventos



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140723-1353.pdf

BNDES capta US$ 335 milhões com banco alemão para financiar eólicas brasileiras



Operação, a maior do KfW, vai ajudar no atendimento da demanda de empréstimos do segmento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o banco alemão KfW assinaram nesta segunda-feira, 21 de julho, em Berlim, contrato de empréstimo no valor de US$ 335 milhões. Os recursos, captados pelo banco brasileiro, serão utilizados no financiamento de projetos de usinas eólicas a serem implantadas no Brasil por empresas brasileiras.

A operação é a maior já feita pelo Banco de Desenvolvimento Alemão no Brasil. O empréstimo vai contribuir para atender à demanda crescente no Brasil por financiamentos de projetos destinados à geração de energia a partir de fontes alternativas. O programa inclui contrapartida em igual valor e deve atender à demanda por energia de cerca de 3 milhões de consumidores brasileiros. Com essa operação, BNDES e KfW dão continuidade a série de recentes cooperações financeiras que têm como objetivo a mitigação das alterações climáticas através do apoio a projetos de energias renováveis.

A primeira operação para apoio a usinas eólicas, nos mesmos moldes da recém-contratada, foi celebrada em 2009.

O contrato, de US$ 136 milhões, forneceu recursos utilizados no apoio a quatro projetos, com capacidade instalada total de 119,65 MW e investimentos da ordem de R$ 685 milhões. A última captação de recursos do BNDES junto ao banco alemão havia sido realizada em 2010, no valor de US$ 68,4 milhões, e teve como objetivo o apoio a due diligence  seleção de aerogeradores inspeções de fábricas engenharia do proprietário projetos solares entre outros projetos de implantação de pequenas centrais hidrelétricas no Brasil.

Fonte: Diário dos Ventos



 



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140722-1352.pdf

Eficiência energética: Brasil é penúltimo entre os maiores do mundo



Ranking elaborado pela ACEEE aponta o país na 15ª posição, a frente apenas do México; Alemanha lidera

Não é apenas no futebol que a Alemanha mostra-se a melhor do mundo. Ranking elaborado pelo Conselho Americano por uma Economia com mais Eficiência Energética (ACEEE na sigla em inglês) aponta o país como o mais eficiente neste quesito. Assim como na Copa do Mundo, o desempenho brasileiro mostrou-se sofrível, com um 15º lugar entre as 16 maiores nações, ficando atrás apenas do México - e por pouco.

A elaboração do ranking leva em consideração quatro itens: nacional, construção, indústria e transportes. Para cada um deles, os países receberam nota de zero a 30. Na soma dos quesitos, o Brasil terminou com 30 pontos, menos que a metade dos 65 pontos da Alemanha. O lanterna México alcançou 29 pontos.

Para se ter uma ideia, o pior desempenho da Alemanha (13), registrado em transportes, foi quase igual ao melhor do Brasil (14), apurado no mesmo quesito.

De acordo com o documento, o fato do Brasil apostar alto na produção de energia, especialmente as produzidas por meio de fontes renováveis, deixa um longo campo inexplorado para melhora da eficiência.

Um ponto importante ressaltado pela ACEEE é o fato do Brasil ter um dos melhores índices operacionais de usinas termelétricas - 41%, o Japão lidera com 46% -, mas o segundo pior em perdas de distribuição com 16% - perdendo apenas para a Índia, com 21%.

O conselho americano também aponta que, apesar do país ter uma Política Nacional sobre Mudanças de Clima (PNMC), que contém alguns dispositivos relacionados à ação nacional para promoção da eficiência energética, não existe nenhuma meta relacionada à economia de energia.

Entre os pontos a serem melhorados, a ACEEE destaca a implementação de um código residencial e comercial para melhorar a eficiência energética de edifícios e a realização de parcerias público-privadas e criação de regulamentações para gestão de usinas geradoras e a realização de auditorias energéticas periódicas.

Fonte: Diário dos Ventos



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Especialista explica o uso de fontes de energia limpas no Brasil



Segundo Guilherme Valle, há a oportunidade de ampliar o uso de energias renováveis no país

O Brasil está perdendo grande oportunidade de ampliar o uso de fontes alternativas de energia. Apesar do aumento da produtividade e da redução de custos, a energia eólica corresponde a apenas 1,1% na matriz elétrica brasileira e a fonte solar nem sequer é citada no Balanço Energético Nacional 2014 (BEN).

Sobre o assunto, Revista Brasil conversou com o especialista em energia da consultoria PwC, Guilherme Valle. “Nossa base de energia é hídrica, que é uma energia limpa, mas que depende da hidrologia. Esse ano foi um ano de clima atípico e a gente tem visto um nível hidrológico muito pequeno e, com isso, a gente sofre com o menor potencial de geração. A gente tem um potencial de exploração de fontes alternativas, como a eólica, a energia solar  também. São fontes alternativas, mas que nunca vão chegar a substitutir o potencial de geração que é a hídrica”,  pontuou. 

Fonte: Diário dos Ventos



 



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Uma tecnologia para fazer o sol brilhar à noite



Uma das principais críticas feitas às energias renováveis é que elas não estão disponíveis o tempo todo. Enquanto se pode queimar carvão de dia, de noite, faça chuva ou faça sol – não que isso seja uma boa ideia -, as usinas  eólicas só funcionam se houver vento, e os painéis solares só podem gerar energia durante o dia, se o tempo não estiver nublado. Para piorar, a hora de maior consumo de eletricidade é justamente à noite, quando o consumidor está em casa, com as luzes acesas e a TV ligada.

Vende-se energia feita em casa

Há algumas alternativas para esse problema. Uma delas, já em prática aqui no Brasil, é interligar as casa que têm painéis solares no sistema nacional, permitindo usar a eletricidade gerada mesmo quando não tem ninguém em casa. Outra, ainda em estudos, é criar uma tecnologia para armazenar a eletricidade. Esse é o caminho escolhido pelo pesquisador Jonathan Radcliffe, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Radcliffe esteve no Brasil antes da Copa do Mundo e conversou com o Blog do Planeta sobre as pesquisas desenvolvidas para armazenar a energia do vento e do sol.

“Tecnologias de baixo carbono, como solar ou eólica, nem sempre produzem eletricidade no momento em que a gente precisa. É por isso que estamos desenvolvendo tecnologias para armazenar essa eletricidade e usá-la quando for necessário”, diz Radcliffe.

Armazenar energia não é o mesmo que armazenar um objeto qualquer. Na prática, a única forma de fazer isso é transformando a energia. Por exemplo, uma pilha transforma a energia química em energia elétrica. Só que não é viável usar pilhas ou baterias para armazenar eletricidade suficiente para uma casa ou um bairro. Radcliffe estuda uma forma diferente para isso: usando criogenia.

Segundo o pesquisador, é possível armazenar energia usando temperaturas extremamente baixas. Funciona assim: a eletricidade “armazenada” é usada para esfriar e compressar o ar em baixas temperaturas, transformando em ar líquido. Quando for preciso usar a energia, esse ar é esquentado. Ele expande e aciona turbinas, permitindo utilizar a eletricidade. Segundo Radcliffe, com a tecnologia já existente seria possível armazenar energia suficiente para atender uma universidade ou um hospital, por exemplo.

Esse sistema de armazenamento ainda não está disponível para o mercado. Radcliffe estima que sejam necessários de três a quatro anos de estudo e desenvolvimento para que a tecnologia esteja pronta. Os preços também estão altos, mas quanto a isso o pesquisador é otimista. “Os combustíveis fósseis tiveram décadas de desenvolvimento para ficar barato. Temos que pensar em longo prazo. Com o tempo, as tecnologias de baixo carbono ficarão acessíveis”.

Fonte: Diário dos Ventos



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Projeto de lei pode estabelecer política para fontes renováveis



Um projeto de lei que estava parado desde 1997 e que visa estabelecer uma política para a geração de energia a partir de fontes renováveis foi retomada. As conversas ainda estão no início e provavelmente o projeto seja apresentado em Brasília apenas em 2015. A ideia é de que cada setor apresente as duas demandas para compor o projeto do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), entre elas a biomassa, solar e eólica, que tem sido a interlocutora entre o setor elétrico e o parlamentar. De acordo com a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Melo, o convite para a retomada desse projeto veio em junho. E desde então os setores apresentaram suas propostas, algumas comuns outras específicas de cada segmento para a formulação desse projeto. “Há algumas com as quais não concordo como o estabelecimento de cotas de contratação por fonte e outras como a não cobrança de impostos. Há uma série de ajustes para cada uma das fontes. As propostas serão entregues e discutidas”, disse a executiva que comentou ainda que há um outro projeto de política para as renováveis em nome de Edson Duarte (PV-BA) que poderá ser unido em uma proposta só. Quanto ao setor que representa, Élbia disse que a fonte está bem desenvolvida e que precisaria de ajustes em questões como o volume de microgeração para a eólica, que por não haver uma grande demanda, o preço ainda é alto. E outro ponto é quanto às dificuldades em obter o Reidi, que poderá ter a questão resolvida para o setor. Apesar dessas duas iniciativas que poderão estabelecer de vez a política para essas fontes a executiva da ABEEólica afirmou que ainda está monitorando o texto da MP 641 que está em tramitação no Senado e pretende regular entre outros assuntos a comercialização de energia. Segundo ela, em cerca de 10 dias a medida poderá perder a sua validade mas mesmo assim, essa proposta segue sendo monitorada para que o setor não seja pego de surpresa como foi quando a medida incluiu o fim do desconto-fio.

Fonte: Portal ABEEólica



http://www.portalabeeolica.org.br/index.php/noticias/2235-projeto-de-lei-pode-estabelecer-pol%C3%ADtica-para-fontes-renov%C3%A1veis.html

Alterações climáticas podem aumentar as tempestades de raios ultravioleta e a radiação



No que toca à radiação, as grandes preocupações advêm de desastres como Fukushima e Chernobyl. Mas, para a maioria das pessoas, os riscos de radiação reais provêm do sol – e o aquecimento global pode tornar este problema muito pior.

Um estudo publicado este mês revela que uma intensa tempestade de raios ultravioleta, que durou dois anos, fez com que a radiação solar aumentasse em alguma áreas – e a situação vai continuar a piorar à medida que a camada de ozono continua a diminuir.

Os investigadores tentaram estudar condições semelhantes às encontradas em Marte e, como tal, escolheram a cordilheira dos Andes que, surpreendente, é muito marciana. Ao longo de dois anos os cientistas registaram níveis elevados de raios ultravioleta, tão altos como 43 na escala UV, refere o Inhabitat. Durante um dia de Verão, com sol intenso, raramente os índices UV ultrapassam os 10. Como tal, um índice de 40 é um valor extraordinário.

A tempestade de raios ultravioleta, que ocorreu entre 2003 e 2004, foi um pico incomum causado pela diminuição do ozono a partir de uma explosão solar, que provocou ventos intensos, incêndios sazonais e várias tempestades, daí que os níveis UV não sejam tão elevados.

Contudo, as alterações climáticas estão a diminuir a camada de ozono, o que pode provocar tempestades ultravioleta mais intensas – mesmo fora dos Andes e da Antárctida. São necessários mais estudos para determinar a real gravidade do problema e as possíveis ameaças para a vida terrestre, mas os tufões, incêndios e tempestades cada vez mais frequentes e intensas podem ser apenas a ponta do iceberg no que concerne às alterações climáticas.

Fonte: Green Savers



http://greensavers.sapo.pt/2014/07/17/alteracoes-climaticas-podem-aumentar-as-tempestades-de-raios-ultravioleta-e-a-radiacao/
 

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