Eólicas podem suprir 19% da demanda global de energia até 2030



A capacidade instalada de energia eólica pode crescer 530%, ou para 2 mil gigawatts (GW), até 2030, fornecendo até 19% da eletricidade global, afirmou relatório de uma associação comercial e do Greenpeace nesta terça-feira (21).

Segundo o documento, a capacidade instalada de energia originada pelos ventos totalizou 318 GW em todo mundo no final do ano passado e gerou cerca de 3% da eletricidade global. Esta capacidade deve aumentar em outros 45 GW, para um total de 363 GW, neste ano.

Em algumas partes do mundo, especialmente na Europa, há pessoas que vêm se opondo à energia eólica por causa dos subsídios do governo, que elas afirmam ter contribuído para um aumento crescente nas contas de energia.

Mas Steve Sawyer, executivo-chefe do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), disse: “A energia eólica se tornou a opção menos custosa quando acrescenta uma nova capacidade à rede elétrica em um número cada vez maior de mercados, e os preços continuam a cair”.

O GWEC, que representa 1.500 geradores de energia eólica, contempla o amanhã desta indústria em 2020, 2030 e 2050 em três situações tendo por base a redução de emissões atual e futura e as políticas de fomento à energia renovável.

Novo panorama global – Baseada em previsões da Agência Internacional de Energia, a entidade afirmou que a capacidade instalada cumulativa de energia eólica pode chegar a 611 GW até 2020 e a 964 GW até 2030.

No panorama “moderado” do relatório, ancorado em políticas de energia renovável existentes e supondo que a redução de emissões definida no ano que vem em Paris nos termos de um acordo climático global seja modesta, a capacidade eólica instalada pode chegar a 712 GW até 2020, a 1.500 GW até 2030 e a cerca de 2.670 GW até a metade do século.

Isso significa que a energia eólica pode suprir de 7 a 8 por cento da demanda de eletricidade global até 2020, de 13 a 15 por cento até 2030 e de 17 a 20 por cento até 2050.

No cenário mais “avançado”, baseado em taxas de crescimento mais ambiciosas e supondo que um acordo climático global mais robusto seja aprovado, a capacidade eólica pode alcançar 800 GW até 2020, quase 2 mil GW até 2030 e mais de 4 mil até 2050.

O documento identificou Brasil, México e África do Sul como áreas para um novo crescimento na energia eólica. O Brasil deve instalar quase 4 GW só neste ano. O relatório está disponível na íntegra em www.gwec.net/.

Fonte: Ambiente Brasil



http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/10/22/109796-eolicas-podem-suprir-19-da-demanda-global-de-energia-ate-2030.html

Emissão de CO2 no Brasil é 70 vezes menor que média mundial



Dados do boletim “Energia no Mundo” informam que Brasil emitiu 460 milhões de toneladas de dióxido de carbono no ano passado

O Brasil registrou emissão de gases do efeito estufa quase 70 vezes menor do que a média estimada para os demais países no ano de 2013, segundo informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia nesta segunda-feira (20).

Os dados do boletim “Energia no Mundo”, divulgado anualmente pela pasta, informam que o Brasil emitiu 460 milhões de toneladas de dióxido de carbono (MtCO2) no ano passado, o que representa uma relação de 1,55 toneladas de CO2 a cada tonelada equivalente de petróleo (tep) consumida no País. O indicador é 34% menor que o mundial, de 2,37 tCO2/tep, resultado da emissão de 32.270 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2013.

A relação entre o consumo de energia e as emissões de CO2 mundiais piorou nos últimos dez anos, de acordo com o boletim. Com crescimento de 28% na demanda mundial de energia, entre 2003 e 2013, e maior uso relativo de carvão mineral em relação ao petróleo e gás, as emissões de gases do efeito estufa passaram de 2,33 tCO2/tep em 2003 para os atuais 2,37 tCO2/tep.

Petróleo

Quanto ao consumo mundial de petróleo, o boletim aponta que em 2013 foram consumidos 91,3 milhões de barris por dia (Mbbl/d), equivalente a 31 vezes o consumo do Brasil no mesmo ano. Já o consumo de gás natural mundial foi de 3.348 bilhões de metros cúbicos (Gm³), volume 89 vezes maior que o consumido no Brasil. No carvão mineral, o consumo mundial foi de 3.827 Mtep no ano passado, montante 232 vezes o do Brasil.

Fonte: Portal Brasil



http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2014/10/emissao-de-co2-no-brasil-e-70-vezes-menor-que-media-mundial

Governo marca leilão de fontes alternativas para abril de 2015



Negócio envolve geração a partir de fonte eólica ou termelétrica a biomassa.

Serão negociados contratos na modalidade por disponibilidade de energia.

O Ministério de Minas e Energia determinou a realização do leilão de fontes alternativas de 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 10 de abril do ano que vem, conforme portaria publicada nesta segunda-feira (20) no "Diário Oficial da União".

Segundo o texto, serão negociados no leilão contratos na modalidade por disponibilidade de energia elétrica, com prazo de suprimento de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos de geração a partir de fonte eólica ou termelétrica a biomassa.

Fonte: Globo



http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/10/governo-marca-leilao-de-fontes-alternativas-de-2015-para-abril-de-2015.html

Benefícios de energia renovável superam expectativas



Vantagens excedem projeções de todos os custos ambientais de instalação de geradores de energia a partir de fontes renováveis

Apesar de todos os metais e matérias-primas usadas na construção de células solares e turbinas eólicas, essas fontes renováveis de baixo carbono terão pouco impacto climático e ambiental até 2050.

Grandes quantidades de metais é necessária para a produção de células solares e turbinas eólicas: matérias-primas como cobre e ferro; terras-raras como o índio e outros, que envolvem grandes emissões de gases estufa e outros tipos de poluição durante seu processo de mineração e processamento para produzir componentes de geradores de energia renovável.

Assim, será que essas fontes de eletricidade renovável de baixo carbono são muito verdes? A resposta é sim.

De acordo com uma nova pesquisa publicada na segunda-feira (dia 6 de outubro), projetos de energia eólica e solar de todo o planeta até 2050 provavelmente terão um impacto climático e ambiental muito baixo e até reduzirão a poluição do ar, apesar de exigirem matérias-primas derivadas de processos poluentes para esses projetos eólicos, solares e hidrelétricos.

Como parte do novo estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, pesquisadores conduziram a primeira análise de uma estreia global em grande escala de novas usinas eólicas, hidrelétricas e solares, investigando se a mudança na geração de carvão e gás natural para renováveis aumentaria ou diminuiria certos tipos de poluição.

Segundo informações do estudo, geralmente não se sabe muito sobre o ambiente e os custos climáticos de uma mudança global de combustíveis fósseis para fontes renováveis, e nem como essa mudança afeta a poluição da produção de matérias-primas usadas em painéis solares e hélices de turbinas eólicas como cobre, concreto, alumínio, índio e outros materiais.

Ainda segundo o estudo, turbinas eólicas precisam de até 14 vezes o ferro necessário para a geração de energia fóssil, e fotovoltaicos solares precisam de até 40 vezes mais cobre que usinas elétricas tradicionais movidas a carvão, petróleo ou gás natural.

Com o passar do tempo o impacto ambiental provocado pela extração dessas matérias-primas diminui, a poluição é reduzida e a quantidade total desses materiais provavelmente necessários para fontes de energia renovável é uma fração do volume dos materiais que estão sendo minerados atualmente.

Os pesquisadores partiram do pressuposto de que as energias solar, eólica e hidráulica representarão até 39% da produção energética global em 2050, em comparação aos 16,5% em 2010, exigindo 1,5 gigatoneladas de matérias-primas para construção.

“Fiquei surpreso com a redução geral da poluição em fontes renováveis de energia”, declara o principal autor do estudo, Edgar Hertwich, professor de energia e engenharia de processos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. “Eu esperava que alguns produtos tóxicos pudessem estar aumentando devido aos materiais utilizados. Minérios de metais contêm grandes quantidades de metais pesados, e eu esperava que isso fosse significativo. Fiquei muito surpreso em não vê-los aparecer”.

Quando comparada a usinas de carvão, a energia renovável vence porque a geração eólica e solar não exige matérias-primas adicionais durante o tempo de vida da turbina ou do painel solar. Usinas a carvão, por outro lado, exigem a mineração constante de carvão, aponta ele.

O estudo, publicado na segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, conclui que novas instalações de energia renovável aumentariam a demanda por ferro e aço em 10% até 2050, e o cobre que seria necessário para sistemas fotovoltaicos é equivalente a dois anos da atual produção global de cobre.

“A quantidade de materiais que precisam ser deslocados pelo carvão é maior que a quantidade de metal deslocada para energias renováveis”, explica ele.

Até mesmo quando geradores de energia solar e eólica precisam ser reconstruídos, matérias-primas podem ser recicladas a partir de geradores energéticos mais antigos, observa ele.

A substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis poderia reduzir as emissões globais de gases estufa em 62% abaixo de um cenário que supõe que o consumo global de energia continuará em sua trajetória atual, com a geração de energia a carvão possivelmente aumentando 149% em relação aos níveis de 2007, de acordo com o estudo.

A pesquisa também mostra que a poluição da água doce poderia ser reduzida pela metade e a matéria particulada no ar reduzida em 40%.

“Esse estudo ajuda a tornar ainda mais claros os benefícios e a necessidade de tecnologias renováveis para atingir metas de mitigação de gases estufa no longo prazo”, declara Christine Shearer, aluna de pós-doutorado em ciências do sistema terrestre na University of California-Irvine. Sua pesquisa mais recente sugere que a dependência de gás natural para a geração energética impede o desenvolvimento de renováveis.

“Nós sabemos que nenhuma fonte de energia é benigna”, aponta ela. “Cada uma delas terá um impacto diferente sobre o ambiente e seus recursos, especialmente quando escalonadas. Hertwich e seus colegas prestaram um grande serviço ao quantificar esses efeitos de ciclo de vida e mostrar os benefícios de energias renováveis não apenas para o clima, mas também para o ar e para a água, com uma quantidade administrável de recursos”.

Fonte: UOL



http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/beneficios_de_energia_renovavel_superam_expectativas.html

Edital do leilão A-1 entra em audiência pública na quarta-feira, 15



Período de contribuições será encerrado em dez dias. Contratos serão de janeiro de 2015 a dezembro de 2017 ou 2019

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a abertura de audiência pública com a proposta de edital do leilão A-1, marcado para o dia 5 de dezembro.  O prazo para envio de contribuições por escrito será iniciado nesta quarta-feira,  15, e encerrado na sexta-feira, 24 de outubro.

O certame é destinado à contratação de energia existente pelas distribuidoras para substituir os contratos que vencem em dezembro desse ano. Essa energia será adquirida em contratos por disponibilidade para termelétricas e por  quantidade para hidrelétricas e outras fontes.

Os prazos de contratação são de três anos, com suprimento entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017; e de cinco anos, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019. As distribuidoras terão até 21 de novembro para apresentar suas Declarações de Necessidade para 2015.

Fonte: Canal da Energia



http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=103513

Desflorestação da África Ocidental ajudou a espalhar ébola



A epidemia de ébola na África Ocidental poderia ter sido evitada se países como a Libéria, Serra Leoa ou Guiné-Conacri tivessem gerido melhor as suas florestas. Na verdade, o risco do crescimento da doença era esperado há já uma década, de acordo com o The Guardian, que explica porquê.

Na última década, as florestas tropicais desta região, o habitat natural dos morcegos-da-fruta, têm sido devastadas: a Guiné-Conacri perdeu 80% das suas florestas, enquanto a Libéria vendeu os direitos de desflorestação para metade das suas florestas. Por outro lado, a Serra Leoa estará completamente desflorestada nos próximos anos.

Sabe-se que o morcego-da-fruta acolhe o vírus do ébola e, quando a sua casa – a floresta – é dizimada, ele concentra-se no que resta deste habitat. Paralelamente, o negócio das mineradoras tornou-se um dos grandes empregadores da região – são sobretudo pessoas que viajam regularmente no território dos morcegos para entrar nas minas. Está feito o cocktail explosivo para o crescimento da doença.

Os morcegos-da-fruta transportam o vírus do ébola, mas geralmente não morrem dele. Ou seja, o vírus poderá facilmente ter migrado da África ocidental para a parte central do continente da mesma fora que as aves espalham o vírus do oeste do Nilo na América do Norte: através da migração.

E embora os morcegos há muito estejam no menu das comunidades da África Ocidental, há outras rotas de transmissão para além da alimentação das populações indígenas. Segundo o The Guardian, é possível que o rapaz de dois anos contaminado na Guiné-Conacri, que se pensa ter sido o primeiro caso de ébola, possa ter comido fruta contaminada pelos morcegos. Esta forma de transmissão justifica o facto de a doença ter chegado às populações de gorilas.

“Não há saúde pública sem saúde ambiental”, explica o Guardian. “A desflorestação não causou a epidemia de ébola, mas ‘construiu-a’”, concluiu o jornal.

Fonte: Greensavers



http://greensavers.sapo.pt/2014/10/13/desflorestacao-da-africa-ocidental-ajudou-a-espalhar-ebola/

"A indústria eólica obteve uma vitória extraordinária"



O governo federal publicou ontem a Medida Provisória 656/2014 que reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins para o setor de energia eólica - nas vendas e importação de peças usadas na fabricação de aerogeradores, que produzem energia a partir do vento. O benefício já existia, mas o caminho até ele era difícil, diz a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Élbia Melo. “Essa Medida Provisória é uma vitória extraordinária para a indústria”, frisa. “Desde abril vinhamos negociando com o governo”.

Nesta entrevista, Élbia Melo afirma que a MP dá mais segurança ao setor e igualdade de tratamento em relação a outros segmentos. Também mantém a competitividade da fonte eólica nos leilões de energia. A importação de aerogeradores inteiros continuará a pagar 9,25% de PIS e de Cofins, segundo o governo.

Qual é a importância dessa Medida Provisória para o setor?

Essa medida provisória é de extrema relevância porque dá isonomia para o setor eólico com os demais setores dentro do setor elétrico e com os demais setores da economia. A medida permite que toda a cadeia produtiva da energia eólica tenha o benefício da redução do PIS e da Cofins. Essa política industrial é feita por meio do Reid, que é um regime especial de incentivo para o desenvolvimento da infraestrutura do país. Ocorre que a indústria de energia eólica estava tendo dificuldade de conseguir essa isenção.

Qual era o entrave?

O entrave era o seguinte. O Reid é o regime para o parque gerador, seja hidrelétrica, seja termelétrica, seja eólico. E o parque eólico tem a particularidade de que 80% do custo do parque é da máquina, do aerogerador. E aí o fabricante do aerogerador precisava de uma co-habilitação e estava tendo dificuldade de fazer essa co-habilitação pela especificidade da máquina.

Isso já tem impacto nos leilões que serão realizados em outubro e novembro deste ano?

Sim. Tem impacto agora e tem impacto no passado. Mas uma coisa que tem que deixar claro é que o setor eólico já tinha esse benefício potencial. Então essa medida não vai reduzir o preço do leilão. Vai manter a competitividade do leilão. Porque ela já existia. Ela só está se tornando mais clara e plausível de aproveitamento.

Com essa desoneração o aerogerador fica quanto mais barato?

Em torno de 10%. Mas, veja, todas as negociações de aerogerador no Brasil foram feitas já com essa redução porque o Reid sempre existiu. Agora esta medida vai resolver um problema que o setor começou a enfrentar da dificuldade de conseguir o benefício. Muitas vezes a empresa ficava com crédito acumulado muito tempo. Essa medida deixa o processo mais célere e mais claro.

É possível falar de algum novo impacto para o consumidor, nesse momento em que vemos a energia subindo no Brasil?

Não. Não é possível falar em novo impacto nesse momento porque o benefício sempre existiu. Ele só mudou de forma, de instrumento. Antes ele era utilizado pelo instrumento Reid, que é um regime especial, e passou agora para um regime permanente, que é uma lei. Deixou de fazer parte de um pacote de benefício especial. Mas não houve alteração do benefício. Mas o que é positivo é que houve uma garantia de que o benefício continua. Porque durante o ano de 2014 começou a haver uma série de dúvidas e questionamentos a respeito. E aí nos leilões que aconteceram este ano muitos fabricantes nem foram para o leilão porque não estava claro para eles se teriam o benefício do Reid. A partir dessa MP é certeza do que ele terá. Então ele estará apto a vender com tranquilidade no leilão.

Pode-se esperar também como desdobramento dessa MP a atração de novos investimentos em fabricação de aerogeradores?

Sim. Porque quando o governo toma esse tipo de decisão está deixando clara a legislação e isso é muito bom para a indústria como um todo. Sem essa solução o setor eólico estaria condenado a ter um custo muito mais alto. O setor ficaria numa situação muito difícil. Seria um dos poucos no segmento de infraestrutura que não teria o benefício.

Há alguma outra medida nesse momento no Congresso ou a espera de sanção?

Um dos pontos que está em discussão é a MP 651/2014 que trata de recolhimento de encargos trabalhistas na folha de pagamento. Nós pedimos que as empresas possam escolher se o recolhimento do encargo será feito sobre a receita ou sobre o número de empregados. Nós pedimos que seja facultativo.

O setor também enviou propostas aos presidenciáveis com os 5 temas mais relevantes do mercado eólico. O primeiro ponto está relacionado às linhas de transmissão: entendemos que os leilões de transmissão precisam ocorrer com maior planejamento, permitindo aos parques se conectarem sem restrições.

Em seguida, destacamos a importância dos investimentos para melhoria das condições de infraestrutura nas estradas, pontes e portos. Destacamos também o segmento de cabotagem, que atualmente possui custos elevados mas se trata de uma ótima forma de transporte dos equipamentos eólicos.

Acentuamos, da mesma maneira, a necessidade de aplicação isonômica das regras do setor elétrico para o mercado livre, assim como ocorre no mercado regulado, além da adequação das regras de financiamento do BNDES para atender o ambiente de contratação livre.

Outro ponto, também apresentado no documento, é sobre a preservação dos incentivos cedidos à fonte. Entendemos que, para manter uma isonomia política para o setor de renováveis no Brasil, se faz necessária a preservação do aproveitamento do Convênio Confaz Nº 101/1997, que desonera a cadeia produtiva do pagamento de ICMS; e utilização dos créditos de PIS/Cofins resultantes da desoneração deste tributo por meio do Reidi e do desconto da TUST/TUSD criado pela Lei nº 9.427/1996 para as fontes incentivadas.

Por fim, apontamos a necessidade de serem criadas condições de competitividade para o Brasil se tornar um hub exportador de equipamentos eólicos para a América Latina, África do Sul e demais países.

Fonte: Portal ABEEólica



http://www.portalabeeolica.org.br/index.php/noticias/2607-%E2%80%9Ca-ind%C3%BAstria-e%C3%B3lica-obteve-uma-vit%C3%B3ria-extraordin%C3%A1ria%E2%80%9D.html

Chile torna-se primeiro sul-americano a taxar carbono



Imposto sobre o carbono no Chile tem como alvo o setor de energia, particularmente geradoras que operam usinas térmicas

São Paulo - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, promulgou nova legislação fiscal ambiental nesta sexta-feira, tornando o país o primeiro na América do Sul a taxar a emissão de dióxido de carbono (CO2).

Como parte de uma ampla reforma fiscal, o imposto sobre o carbono no Chile tem como alvo o setor de energia, particularmente geradoras que operam usinas térmicas com capacidade instalada igual ou superior a 50 megawatts.

Serão cobrados destas instalações 5 dólares por tonelada de dióxido de carbono (CO2) liberado. As usinas térmicas a biomassa e pequenas instalações serão isentas.

O novo imposto destina-se a obrigar os produtores de energia a mover-se gradualmente para fontes mais limpas para ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa no país.

Neste ano, o México impôs um imposto sobre a venda de vários combustíveis fósseis, com base no seu teor de carbono, com média de 3 dólares por tonelada de CO2.

No México, as empresas podem usar os créditos de carbono para deduzir seus impostos, algo não considerado no Chile.

Fonte: Exame



http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/americano-a-taxar-emissao-de-carbono

Brasil se torna o terceiro maior mercado eólico no 1º semestre



País instalou 1,3 GW de nova capacidade, atrás apenas de China e Alemanha. Além disso, já é o 13º em capacidade total

O Brasil se tornou o terceiro maior mercado eólico no mundo no primeiro semestre, em termos de nova capacidade instalada, segundo relatório da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês), sobre o desempenho do período. O país instalou 1,3 GW em nova capacidade, somando 4,7 GW de capacidade total instalada. Essa marca levou o país ao 13º lugar entre os maiores geradores eólicos do mundo. E a perspectiva, segundo a WWEA, era chegar ao 10º lugar, já em setembro, com a projeção de se ter 5 GW instalados.

Segundo a associação mundial, o Brasil respondeu por 7% de toda a capacidade instalada no mundo nos seis primeiros meses do ano, que chegou a 17,6 GW. Com isso, a potência instalada global alcançou 336,3 GW. A China foi o maior mercado com a instalação de 7,1 GW, o correspondente a 41% do total. O país asiático contava no fim de junho com um parque de 98,6 GW, mas a WWEA salienta que a marca dos 100 GW já deve ter sido ultrapassada. A Alemanha começou a operar mais 1,8 GW, alcançando 36,5 GW.

A WWEA reparou ainda que a Ásia passou a ter o parque gerador eólico, com 36,9% de toda a capacidade mundial, ultrapassando a Europa, com 36,7%.

Fonte: Canal da Energia



http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=103385

Caetité 1 começa a operar



A Aneel autorizou a Força Eólica do Brasil a iniciar operação comercial do parque eólico Caetité 1, de 30MW, localizado na Bahia.

Controlada pela Espanhola Iberdrola e Neoenergia, a Força Eólica vendeu a energia do parque no mercado livre.

O parque estava completo em dezembro de 2013, ma aguardava a conexão pela subestação Igaporã II. Dois outros parques da empresa, Caetité 2 e Caetié 3, também conectados à mesma subestação, iniciaram operações no mês passado.

Caetité 1 foi construído com 15 aerogeradores do modelo G90 de 2MW cada fabricados pela também espanhola Gamesa.

Fonte: Recharge Brasil



http://www.rechargenews.com/brasil/eolica_brasil/article1379178.ece

Primeiro campo de futebol alimentado a energia cinética



A Shell, através de um dos seus programas sociais, “Make The Future”, que conta com a colaboração de Pelé, construiu o primeiro campo de futebol alimentado a energia cinética. O campo fica no Rio de Janeiro, na favela do Morro da Mineira e foi lá implementado para que se possa tornar num espaço de encontro para a comunidade.

O campo do Morro da Mineira já existia e a Shell com o seu projecto social – uma iniciativa que pode ser encarada como greenwashing – remodelou o espaço, instalando 200 placas subterrâneas que armazenam a energia cinética dos jogadores. A energia cinética combinada com os painéis solares também instalados geram energia para iluminar o espaço, criando um local mais seguro.

A iniciativa “Make The Future” pretende inspirar os jovens e os empregadores a olharem para a ciência e engenharia como uma carreira possível. O programa encoraja ainda os jovens a investigarem e desenvolverem novas soluções de energia renovável, refere o Inhabitat.

“O futebol é a maior paixão do Brasil e o desporto passou por muitas inovações tecnológicas desde que eu joguei. Este novo campo é um exemplo das coisas extraordinárias que resultam da união do desporto e da ciência. A comunidade do Morro da Mineira vai ser agora capaz de usar este espaço para uma prática desportiva segura, graças aos holofotes alimentados pela energia cinética dos jogadores”, afirmou Pelé na inauguração do campo.

Fonte: GreenSavers



http://greensavers.sapo.pt/2014/10/05/primeiro-campo-de-futebol-alimentado-a-energia-cinetica-fica-numa-favela-do-rio-de-janeiro-com-fotos/

Meio ambiente e energia: um falso conflito para o Brasil



O processo civilizatório está intimamente vinculado ao diálogo da humanidade com a natureza. A revolução industrial marcou uma inflexão nesse diálogo ao centrar no consumo de recursos fósseis a expansão do consumo de energia. Desde então, o incremento do bem-estar da humanidade passou a exercer pressão sobre a disponibilidade de recursos fósseis do planeta e, consequentemente, sobre a capacidade de os ecossistemas absorverem os gases resultantes de sua combustão.

A engenhosidade humana tem permitido superar a preocupação com o esgotamento físico dos recursos fósseis, porém com concentração de riqueza e com tensões geopolíticas crescentes. No entanto, a comunidade científica identifica nos eventos climáticos extremos, induzidos pela concentração de gases na atmosfera, um risco para o bem-estar conquistado pela humanidade. Para mitigar, senão evitar, esse risco, a comunidade científica indica ser indispensável uma transformação no padrão de consumo das sociedades industriais.

Eficiência energética

A diplomacia ainda não conseguiu propor uma agenda coletiva de ação para a redução do consumo de combustíveis fósseis. No entanto, os países têm adotado metas unilaterais para a mitigação de suas emissões que, sem comprometer a melhoria do bem-estar de sua população, permitem reduzir seu consumo de recursos fósseis. Para alcançar esse objetivo, são adotadas dois conjuntos de políticas. O mais importante deles visa reduzir o consumo de energia com incrementos da eficiência energética dos equipamentos, dos processos e da logística de transporte. O segundo busca fomentar a substituição dos combustíveis fósseis na geração de eletricidade e nos motores a combustão interna.

O Brasil também adotou metas unilaterais para a redução de suas emissões de gases. Contudo, nossa política energética tem negligenciado as políticas de eficiência, nas quais reside o maior potencial de redução das emissões. Essa negligência é recorrentemente justificada com o argumento falacioso de que, sendo nossa matriz energética majoritariamente composta por fontes renováveis, medidas de eficiência energética teriam pouco efeito do ponto de vista das emissões de gases. Trata-se de um grande equívoco.

A maior parcela renovável de nossas emissões de gases está vinculada ao desmatamento descontrolado da Amazônia. E a expansão da oferta de eletricidade está programada para ser suprida com a construção de hidrelétricas naquela região. Ainda que as hidrelétricas amazônicas não sejam o único fator do desmatamento descontrolado da região, são inegáveis os efeitos socioambientais dessas obras cujos condicionantes os órgãos governamentais se mostram incapazes de fazer cumprir. Mais ainda, como as centrais hidrelétricas amazônicas necessariamente não podem ter reservatórios relevantes, sua operação econômica fica dependente da operação dos reservatórios hidrelétricos existentes na região Sudeste. Dessa forma, o imenso potencial eólico ambientalmente amigável, que também necessita desses reservatórios para garantir sua economicidade, é reduzido drasticamente, e a expansão do parque gerador termelétrico torna-se indispensável para garantir a confiabilidade do suprimento de eletricidade.

Oportunidade nos transportes

O núcleo duro da transformação da matriz energética reside no sistema de transportes. O Brasil adotou política pioneira na substituição dos recursos fósseis pelos biocombustíveis com o uso do etanol combustível. Porém, sua logística de transportes permanece assentada essencialmente nas rodovias. Após a identificação de reservatórios gigantes no pré-sal, a política de fomento ao consumo de biocombustíveis perdeu impulso e, mais importante, os incentivos governamentais foram direcionados para o transporte individual. Consequentemente, nossas emissões de gases vinculadas à logística de transporte estão crescendo rapidamente.

A reorganização do mercado energético em torno de recursos energéticos não fósseis será necessariamente um processo longo. Ela é mais fácil de ser empreendida no sistema elétrico, no qual basta conectar as centrais alimentadas com recursos renováveis à malha de distribuição elétrica. Ela é mais complexa no setor de combustíveis, em que a transformação depende em larga medida de mudanças na logística de transportes.

As incertezas que atualmente cercam o mercado do petróleo, principalmente a volatilidade de seu preço, dificultam essa transformação. O suprimento seguro de petróleo é indispensável para que essa reorganização ocorra de forma sustentada e socialmente justa. Com matriz energética pouco intensiva em combustíveis fósseis, amplo potencial de fontes renováveis e supridor de petróleo seguro, o Brasil está credenciado para assumir papel central na liderança do processo de reorganização do mercado energético global. Para tanto, é preciso abandonar a percepção conflituosa entre ambiente e energia para abraçar as sinergias entre a proteção do meio ambiente, o progresso social e a expansão do consumo de energia.

*Adilson Oliveira é professor do Instituto de Economia da UFRJ

Fonte: O ECO



http://www.oeco.org.br/convidados/28668-meio-ambiente-e-energia-um-falso-conflito-para-o-brasil

Energias solar e eólica atraem investidores



Ao redor do mundo, países estão avançando rapidamente nos investimentos em energias renováveis.Eólica e solar são as tecnologias de maior crescimento em todo o mundo. A China é o maior empregador global no setor de energia renovável e a Alemanha lidera os empregos em renováveis na Europa. Hoje, a capacidade eólica instalada nos EUA equivale à metade do total da energia gerada no Brasil.

Quando o fator “descarbonização” foi incluído na equação dos investimentos energéticos com a criação do índice de carbonização, há seis anos, passando a medir o volume dos gases de efeito estufa emitidos por unidade de PIB, incluindo as emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis na geração de eletricidade, as renováveis tomaram um novo rumo. Novos modelos de financiamentos para investimentos energéticos mudaram as ofertas de recursos, nacionais e internacionais, estimulando o desenvolvimento dos parques energéticos limpos.

A China bateu o recorde mundial na instalação de capacidade de energia solar fotovoltaica em 2013, respondendo por 64% da produção global de painéis solares, ou seja, 25.600 megawatts dos 40.000 megawatts produzidos mundialmente em 2013. Das 10 maiores empresas de produção de painéis solares do mundo, cinco são chinesas. A Canadian Solar, colocada em terceiro lugar, produz 90% dos seus módulos na China; outras duas empresas japonesas, uma americana e outra alemã, completam a lista.

Entre 2000 e 2012 a energia eólica cresceu 16 vezes e solar saltou 49 vezes, registrando o maior crescimento entre as tecnologias de produção de energia em todo o mundo, contudo, a energiahidrelétrica continua como a principal fonte de energia renovável (16,5% da potência mundial), seguida da fonte eólica, com 3,4%, e a solar com 0,6% da energia global, informa o relatório do WWI-Worldwatch Institute.

A China, maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, também é o maior empregador global no setor de energia renovável, com 1,6 milhão de empregos na indústria de energia solar fotovoltaica em 2013, e mais 1 milhão empregos em outras diferentes fontes limpas. Os estados membros da União Europeia, por sua vez, focados no controle das emissões, tinham mais de 1,2 milhão de empregos de energias renováveis em 2012, liderados pela Alemanha com cerca de 371 mil postos de trabalho. Na Espanha, o setor das energias renováveis sofreu uma perda de 23.700. 17% dos postos de trabalho entre 2008 e 2012.

Com o crescimento vertiginoso da demanda por energia solar, cada vez mais acessível, o WWI projeta que a produção anual de painéis solares da China pode dobrar para 51 mil megawatts até 2017 (18,3 mil megawatts no final de 2013), o que representa cerca de 70% da produção mundial. Atingindo este patamar a China irá, em quatro anos, adicionar mais capacidade de geração de eletricidade solar do que a instalada em todo o mundo no início de 2011.

Nos Estados Unidos, o número de empregos eólicos e de etanol caiu, mas, em compensação, aumentaram rapidamente os postos de trabalho em energia solar para 143 mil, em 2013, um ganho de 20%. O Brasil entrou para a lista dos 10 países mais atraentes para investimentos em energias renováveis da Ernst & Young. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional de 2013, do Ministério de Minas e Energia, 85% da eletricidade produzida no país vem de usinas hidrelétricas, biomassa, energia eólica e solar.

Enquanto a novíssima legislação ambiental fiscal do Chile taxa, em 5 dólares por tonelada, a emissão de dióxido de carbono, o projeto Low Carbon Future Cities (Futuras Cidades de Baixo Carbono) mostra técnicas inovadoras para aumentar a eficiência energética nas cidades de Wuxi, na China, e de Düsseldorf, na Alemanha; revelando soluções tecnológicas de baixo carbono e incentivando a sua implantação. Um bom exemplo a ser seguido por cidades brasileiras e outras ao redor do mundo.

Fonte: Portal  ABEEólica



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