BNDES capta US$ 335 milhões com banco alemão para financiar eólicas brasileiras



Operação, a maior do KfW, vai ajudar no atendimento da demanda de empréstimos do segmento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o banco alemão KfW assinaram nesta segunda-feira, 21 de julho, em Berlim, contrato de empréstimo no valor de US$ 335 milhões. Os recursos, captados pelo banco brasileiro, serão utilizados no financiamento de projetos de usinas eólicas a serem implantadas no Brasil por empresas brasileiras.

A operação é a maior já feita pelo Banco de Desenvolvimento Alemão no Brasil. O empréstimo vai contribuir para atender à demanda crescente no Brasil por financiamentos de projetos destinados à geração de energia a partir de fontes alternativas. O programa inclui contrapartida em igual valor e deve atender à demanda por energia de cerca de 3 milhões de consumidores brasileiros. Com essa operação, BNDES e KfW dão continuidade a série de recentes cooperações financeiras que têm como objetivo a mitigação das alterações climáticas através do apoio a projetos de energias renováveis.

A primeira operação para apoio a usinas eólicas, nos mesmos moldes da recém-contratada, foi celebrada em 2009.

O contrato, de US$ 136 milhões, forneceu recursos utilizados no apoio a quatro projetos, com capacidade instalada total de 119,65 MW e investimentos da ordem de R$ 685 milhões. A última captação de recursos do BNDES junto ao banco alemão havia sido realizada em 2010, no valor de US$ 68,4 milhões, e teve como objetivo o apoio a due diligence  seleção de aerogeradores inspeções de fábricas engenharia do proprietário projetos solares entre outros projetos de implantação de pequenas centrais hidrelétricas no Brasil.

Fonte: Diário dos Ventos



 



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140722-1352.pdf

Eficiência energética: Brasil é penúltimo entre os maiores do mundo



Ranking elaborado pela ACEEE aponta o país na 15ª posição, a frente apenas do México; Alemanha lidera

Não é apenas no futebol que a Alemanha mostra-se a melhor do mundo. Ranking elaborado pelo Conselho Americano por uma Economia com mais Eficiência Energética (ACEEE na sigla em inglês) aponta o país como o mais eficiente neste quesito. Assim como na Copa do Mundo, o desempenho brasileiro mostrou-se sofrível, com um 15º lugar entre as 16 maiores nações, ficando atrás apenas do México - e por pouco.

A elaboração do ranking leva em consideração quatro itens: nacional, construção, indústria e transportes. Para cada um deles, os países receberam nota de zero a 30. Na soma dos quesitos, o Brasil terminou com 30 pontos, menos que a metade dos 65 pontos da Alemanha. O lanterna México alcançou 29 pontos.

Para se ter uma ideia, o pior desempenho da Alemanha (13), registrado em transportes, foi quase igual ao melhor do Brasil (14), apurado no mesmo quesito.

De acordo com o documento, o fato do Brasil apostar alto na produção de energia, especialmente as produzidas por meio de fontes renováveis, deixa um longo campo inexplorado para melhora da eficiência.

Um ponto importante ressaltado pela ACEEE é o fato do Brasil ter um dos melhores índices operacionais de usinas termelétricas - 41%, o Japão lidera com 46% -, mas o segundo pior em perdas de distribuição com 16% - perdendo apenas para a Índia, com 21%.

O conselho americano também aponta que, apesar do país ter uma Política Nacional sobre Mudanças de Clima (PNMC), que contém alguns dispositivos relacionados à ação nacional para promoção da eficiência energética, não existe nenhuma meta relacionada à economia de energia.

Entre os pontos a serem melhorados, a ACEEE destaca a implementação de um código residencial e comercial para melhorar a eficiência energética de edifícios e a realização de parcerias público-privadas e criação de regulamentações para gestão de usinas geradoras e a realização de auditorias energéticas periódicas.

Fonte: Diário dos Ventos



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Especialista explica o uso de fontes de energia limpas no Brasil



Segundo Guilherme Valle, há a oportunidade de ampliar o uso de energias renováveis no país

O Brasil está perdendo grande oportunidade de ampliar o uso de fontes alternativas de energia. Apesar do aumento da produtividade e da redução de custos, a energia eólica corresponde a apenas 1,1% na matriz elétrica brasileira e a fonte solar nem sequer é citada no Balanço Energético Nacional 2014 (BEN).

Sobre o assunto, Revista Brasil conversou com o especialista em energia da consultoria PwC, Guilherme Valle. “Nossa base de energia é hídrica, que é uma energia limpa, mas que depende da hidrologia. Esse ano foi um ano de clima atípico e a gente tem visto um nível hidrológico muito pequeno e, com isso, a gente sofre com o menor potencial de geração. A gente tem um potencial de exploração de fontes alternativas, como a eólica, a energia solar  também. São fontes alternativas, mas que nunca vão chegar a substitutir o potencial de geração que é a hídrica”,  pontuou. 

Fonte: Diário dos Ventos



 



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Uma tecnologia para fazer o sol brilhar à noite



Uma das principais críticas feitas às energias renováveis é que elas não estão disponíveis o tempo todo. Enquanto se pode queimar carvão de dia, de noite, faça chuva ou faça sol – não que isso seja uma boa ideia -, as usinas  eólicas só funcionam se houver vento, e os painéis solares só podem gerar energia durante o dia, se o tempo não estiver nublado. Para piorar, a hora de maior consumo de eletricidade é justamente à noite, quando o consumidor está em casa, com as luzes acesas e a TV ligada.

Vende-se energia feita em casa

Há algumas alternativas para esse problema. Uma delas, já em prática aqui no Brasil, é interligar as casa que têm painéis solares no sistema nacional, permitindo usar a eletricidade gerada mesmo quando não tem ninguém em casa. Outra, ainda em estudos, é criar uma tecnologia para armazenar a eletricidade. Esse é o caminho escolhido pelo pesquisador Jonathan Radcliffe, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Radcliffe esteve no Brasil antes da Copa do Mundo e conversou com o Blog do Planeta sobre as pesquisas desenvolvidas para armazenar a energia do vento e do sol.

“Tecnologias de baixo carbono, como solar ou eólica, nem sempre produzem eletricidade no momento em que a gente precisa. É por isso que estamos desenvolvendo tecnologias para armazenar essa eletricidade e usá-la quando for necessário”, diz Radcliffe.

Armazenar energia não é o mesmo que armazenar um objeto qualquer. Na prática, a única forma de fazer isso é transformando a energia. Por exemplo, uma pilha transforma a energia química em energia elétrica. Só que não é viável usar pilhas ou baterias para armazenar eletricidade suficiente para uma casa ou um bairro. Radcliffe estuda uma forma diferente para isso: usando criogenia.

Segundo o pesquisador, é possível armazenar energia usando temperaturas extremamente baixas. Funciona assim: a eletricidade “armazenada” é usada para esfriar e compressar o ar em baixas temperaturas, transformando em ar líquido. Quando for preciso usar a energia, esse ar é esquentado. Ele expande e aciona turbinas, permitindo utilizar a eletricidade. Segundo Radcliffe, com a tecnologia já existente seria possível armazenar energia suficiente para atender uma universidade ou um hospital, por exemplo.

Esse sistema de armazenamento ainda não está disponível para o mercado. Radcliffe estima que sejam necessários de três a quatro anos de estudo e desenvolvimento para que a tecnologia esteja pronta. Os preços também estão altos, mas quanto a isso o pesquisador é otimista. “Os combustíveis fósseis tiveram décadas de desenvolvimento para ficar barato. Temos que pensar em longo prazo. Com o tempo, as tecnologias de baixo carbono ficarão acessíveis”.

Fonte: Diário dos Ventos



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Projeto de lei pode estabelecer política para fontes renováveis



Um projeto de lei que estava parado desde 1997 e que visa estabelecer uma política para a geração de energia a partir de fontes renováveis foi retomada. As conversas ainda estão no início e provavelmente o projeto seja apresentado em Brasília apenas em 2015. A ideia é de que cada setor apresente as duas demandas para compor o projeto do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), entre elas a biomassa, solar e eólica, que tem sido a interlocutora entre o setor elétrico e o parlamentar. De acordo com a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Melo, o convite para a retomada desse projeto veio em junho. E desde então os setores apresentaram suas propostas, algumas comuns outras específicas de cada segmento para a formulação desse projeto. “Há algumas com as quais não concordo como o estabelecimento de cotas de contratação por fonte e outras como a não cobrança de impostos. Há uma série de ajustes para cada uma das fontes. As propostas serão entregues e discutidas”, disse a executiva que comentou ainda que há um outro projeto de política para as renováveis em nome de Edson Duarte (PV-BA) que poderá ser unido em uma proposta só. Quanto ao setor que representa, Élbia disse que a fonte está bem desenvolvida e que precisaria de ajustes em questões como o volume de microgeração para a eólica, que por não haver uma grande demanda, o preço ainda é alto. E outro ponto é quanto às dificuldades em obter o Reidi, que poderá ter a questão resolvida para o setor. Apesar dessas duas iniciativas que poderão estabelecer de vez a política para essas fontes a executiva da ABEEólica afirmou que ainda está monitorando o texto da MP 641 que está em tramitação no Senado e pretende regular entre outros assuntos a comercialização de energia. Segundo ela, em cerca de 10 dias a medida poderá perder a sua validade mas mesmo assim, essa proposta segue sendo monitorada para que o setor não seja pego de surpresa como foi quando a medida incluiu o fim do desconto-fio.

Fonte: Portal ABEEólica



http://www.portalabeeolica.org.br/index.php/noticias/2235-projeto-de-lei-pode-estabelecer-pol%C3%ADtica-para-fontes-renov%C3%A1veis.html

Alterações climáticas podem aumentar as tempestades de raios ultravioleta e a radiação



No que toca à radiação, as grandes preocupações advêm de desastres como Fukushima e Chernobyl. Mas, para a maioria das pessoas, os riscos de radiação reais provêm do sol – e o aquecimento global pode tornar este problema muito pior.

Um estudo publicado este mês revela que uma intensa tempestade de raios ultravioleta, que durou dois anos, fez com que a radiação solar aumentasse em alguma áreas – e a situação vai continuar a piorar à medida que a camada de ozono continua a diminuir.

Os investigadores tentaram estudar condições semelhantes às encontradas em Marte e, como tal, escolheram a cordilheira dos Andes que, surpreendente, é muito marciana. Ao longo de dois anos os cientistas registaram níveis elevados de raios ultravioleta, tão altos como 43 na escala UV, refere o Inhabitat. Durante um dia de Verão, com sol intenso, raramente os índices UV ultrapassam os 10. Como tal, um índice de 40 é um valor extraordinário.

A tempestade de raios ultravioleta, que ocorreu entre 2003 e 2004, foi um pico incomum causado pela diminuição do ozono a partir de uma explosão solar, que provocou ventos intensos, incêndios sazonais e várias tempestades, daí que os níveis UV não sejam tão elevados.

Contudo, as alterações climáticas estão a diminuir a camada de ozono, o que pode provocar tempestades ultravioleta mais intensas – mesmo fora dos Andes e da Antárctida. São necessários mais estudos para determinar a real gravidade do problema e as possíveis ameaças para a vida terrestre, mas os tufões, incêndios e tempestades cada vez mais frequentes e intensas podem ser apenas a ponta do iceberg no que concerne às alterações climáticas.

Fonte: Green Savers



http://greensavers.sapo.pt/2014/07/17/alteracoes-climaticas-podem-aumentar-as-tempestades-de-raios-ultravioleta-e-a-radiacao/

Brasil entra na lista dos "top 10" em fontes renováveis



Levantamento foi feito pela consultoria EY, antiga Ernst & Young

O Brasil entrou, pela primeira vez, na lista dos dez primeiros colocados em um ranking mundial de atratividade para investimentos em energias renováveis formulado trimestralmente pela firma de consultoria EY (antiga Ernst & Young), que mede o ambiente de negócios em 40 países no segmento de fontes limpas de energia. O Brasil subiu do 12º para o 10º lugar no “Renewable Energy Country Attractiveness Index” (Recai), após a decisão do governo federal de incentivar, a partir deste ano, a construção de usinas solares no país.

A indústria eólica já se consolidou no mercado brasileiro, que incentivou a instalação de aerogeradores a partir de 2003, logo após a crise e o racionamento de energia elétrica em 2001. A indústria solar, porém, ainda é marginal no Brasil. Os elevados custos dos painéis e a falta de fabricantes locais de equipamentos, que hoje são produzidos em larga escala na China, sempre emperraram os investimentos.

Mas esse cenário começa a mudar. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), braço de planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME), começará a oferecer neste ano contratos específicos de energia solar nos leilões de novos empreendimentos de geração. Em seu relatório, a EY afirma que, em termos de atratividade para investidores em energias renováveis, o Brasil é o lugar mais “quente” do mundo neste momento. Depois vêm o Quênia e a África do Sul.

“A instalação de parques solares é rápida e poderia ajudar o Brasil neste momento de seca"”afirma Mário Lima, diretor executivo de consultoria em sustentabilidade da EY, citando a crise provocada pela queda nos reservatórios das hidrelétricas. A eólica é uma fonte mais econômica, com custos mais baixos, mas a solar exige menos tempo de instalação, compara o executivo.

No ranking da EY, por exemplo, o Brasil já figura em 7º lugar em atratividade para investimentos em parques eólicos construídos em terra - o país cai para a 26ª posição na exploração de parques eólicos marítimos, que são mais comuns nos Estados Unidos, China e Alemanha.

O Brasil ocupa a 10ª colocação em investimentos em usinas termossolares e a 15ª posição em usinas solares fotovoltaicas.

Segundo Lima, o mercado brasileiro poderia se beneficiar dos pesados investimentos feitos pela China no segmento de energia solar, o que vai manter a tendência de queda nos custos dos equipamentos. Hoje, todas as usinas solares do planeta possuem uma capacidade instalada de 50 GW. “Em 2018, a China pretende atingir sozinha 75 GW de potência instalada em energia solar”, diz Lima.

A China é altamente dependente de térmicas a carvão e está investindo em fontes alternativas de energia para reduzir suas emissões de CO2, afirma o executivo da EY. Os índices de poluição são alarmantes em algumas cidades chinesas.

O Brasil, porém, precisa solucionar alguns gargalos para que a indústria solar se desenvolva. Um deles, diz Lima, é a exigência de um elevado conteúdo local para a concessão de financiamentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que oferece crédito para os fabricantes de equipamentos por meio da linha Finane.

Normalmente, 70% dos recursos investidos pelos empreendedores nos projetos de geração de energia são alavancados. Mas, para conceder empréstimos, o BNDES obriga que 60% dos equipamentos sejam fabricados localmente.

Segundo Lima, há expectativas no setor de que a exigência de conteúdo local seja reduzida numa primeira fase, para atrair fabricantes de equipamentos de energia solar para o mercado brasileiro. O percentual, segundo ele, poderia ser reduzido para 20%. Essas medidas estão sendo discutidas com o governo brasileiro, mas não há ainda uma "clareza" de como essa política será implementada, afirma Lima. Segundo ele, uma das hipóteses debatidas seria a criação de uma linha de Finame específica para o setor solar.

“A energia solar é uma indústria de inovação e seria interessante para o Brasil desenvolver esse tipo de tecnologia”, diz Lima, ao ressaltar que só a Weg, por exemplo, fabrica inversores no país. Em sua avaliação, o modelo que o Brasil criou para a eólica é bem-sucedido e poderia ser usado para a solar.

Em energia solar, o Brasil fica bem atrás do Chile, país que ocupa o 13º lugar no índice global da EY. Na utilização de energia solar concentrada (CSP), tecnologia também conhecida como termossolar, os chilenos já estão em segundo lugar no ranking mundial, com a construção de usinas no deserto do Atacama.

A diferença, porém, é que a economia chilena é mais aberta à importação que a brasileira, o que facilita os investimentos em projetos solares. “No Chile, os investimentos são puxados pelo setor de mineração, que consome muita energia. Pode-se criar sinergias interessantes entre os projetos”, afirma Lima, lembrando que o Brasil também possui uma indústria de mineração desenvolvida.

Fonte: Jornal da ciência



http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=94325

Cientistas criam células de captura e conversão de CO2 alimentadas a energia solar



Uma equipa de cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, em parceria com uma starup de New Jersey, a Liquid Light Inc, criou uma célula electromecânica capaz de transformar uma combinação de dióxido de carbono (CO2) e água em ácido fórmico, utilizando energia solar de um fornecedor local de electricidade.

Estas células utilizadas para converter o CO2 são feitas de canais que contêm líquido, que por sua vez é rodeado por placas de metal do tamanho de lancheiras rectangulares, e são construídas a partir de peças de fácil obtenção.

Os investigadores recorreram a um processo chamado impedância de correspondência para equilibrar a potência gerada pelo painel solar com a quantidade de energia com que a célula poderia lidar, de maneira a criar uma eficiência óptima para o sistema.

Tal processo permitiu uma eficiência energética de 2% através da sobreposição de três células juntas – totalizando o dobro da eficiência da fotossíntese natural e a melhor eficiência energética de um dispositivo criado pelo homem. O processo é semelhante ao sistema de fotossíntese artificial desenvolvido pela Panasonic, mas com uma eficiência 10 vezes superior, refere o Inhabitat.

O produto do processo, o ácido fórmico, é encontrado naturalmente no veneno das formigas e é actualmente utilizado como um conservante, como agente antibacteriano para a alimentação animal e para a produção de um sal utilizado para descongelar as pistas de aterragem dos aeroportos. Além disso, o ácido fórmico tem também o potencial de armazenar energia no interior das células de combustível que o produzem.

Fonte: Green Savers



http://greensavers.sapo.pt/2014/07/16/cientistas-criam-celulas-de-captura-e-conversao-de-co2-alimentadas-a-energia-solar/

Produção de energia eólica aumenta 44,4% em um ano



A produção de energia eólica aumentou 44,4% no último ano, segundo a edição do Boletim de Operações de Usinas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A comparação é entre os meses de maio de 2013 e 2014.

No mesmo período, a geração de energia termelétrica aumentou 20,7%. Apesar de apresentar uma redução de 5,1%, a energia produzida por hidrelétricas mantém-se predominante, sendo responsável por 66,5% da produção brasileira.

De acordo com a CCEE, em maio, fontes eólicas produziram 747 megawatts (MW) médios e térmicas, 17.307 MW médios. O boletim informa que o salto na entrega das térmicas foi impulsionado pelas usinas nucleares: foram produzidos 1.763 MW médios – número 154,1% acima do registrado em maio de 2013. As usinas térmicas a carvão geraram 1.823 MW médios (aumento de 37,3%) e as de biomassa 3.038 MW médios, produção 21,6% superior à registrada em maio de 2013.

A capacidade instalada somou 127.026 MW provenientes de 1.118 usinas que estão operando comercialmente no período. Ainda segundo o boletim divulgado hoje (15), a geração total de energia pelas usinas do Sistema Integrado Nacional foi 60.978 MW médios. Apesar de a geração ter sido 2,8% inferior à registrada em abrile, é 1,8% maior do que o resultado obtido em maio de 2013.

Fonte: EBC



http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/07/producao-de-energia-eolica-aumenta-444-em-um-ano

MME posterga realização do A-5 e do leilão de reserva



O Ministério de Minas e Energia (MME) postergou para o dia 30 de setembro e 31 de outubro, respectivamente, a realização dos leilões A-5 e de reserva, conforme as Portaria nº319 e nº320 publicadas nesta quinta-feira (10/7), no Diário Oficial da União (D.O.U). Originalmente, os certames estavam previstos para os dias 12 de setembro e 10 de outubro. No caso do A-5, participarão empreendimentos hidrelétricos, termelétricos - a carvão, gás natural em ciclo combinado e biomassa - eólicos e de fonte solar. O início de suprimento dos contratos será em 1º de janeiro de 2019. No caso de novas hidrelétricas com potência superior a 50MW e termelétricas a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), poderá realizar a habilitação técnica sem a apresentação de Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica (DRDH), ou outorga de uso da água, e das licenças emitidas pelo órgão ambiental competente. Para os demais documentos, os interessados deverão protocolá-los junto à EPE até às 12 horas do dia 15 de setembro. E, exclusivamente para os empreendimentos termelétricos, o prazo para entrega dos documentos é até às 12 horas do dia 4 de agosto. Leilão de reserva Participam do leilão de reserva empreendimentos da fonte solar, eólica e biomassa – a partir de resíduos sólidos urbanos e/ou biogás de aterro sanitário ou biodigestores de resíduos vegetais ou animais, assim como lodos de estações de tratamento de esgoto. O prazo para cadastramento e habilitação técnica junto à EPE também foi postergado para às 12h do dia 24 de julho. Os produtos serão negociados na modalidade por quantidade de energia, diferenciado por fontes, com o início do suprimento em 1º de outubro de 2017. Não serão habilitados tecnicamente os empreendimentos cujo Custo Variável Unitário (CVU) seja superior a zero, ou com potência inferior a 5MW.

Fonte: Portal ABEEólica



http://www.portalabeeolica.org.br/index.php/noticias/2216-mme-posterga-realiza%C3%A7%C3%A3o-do-a-5-e-do-leil%C3%A3o-de-reserva.html

Próximos meses serão decisivos para setor energético



O leilão de energia de reserva agendado para outubro, quando deve ser anunciado o primeiro grande projeto solar do País, é visto como a etapa inicial de uma trajetória semelhante ao avanço da energia eólica no Brasil - que teve de superar uma série de barreiras até se tornar competitiva.

“Daqui a dez anos estaremos falando em energia solar competitiva como a energia eólica”, diz o presidente da consultoria Thymos Energia, João Carlos de Oliveira Mello.

Para que isso se confirme, os próximos meses serão decisivos. Estão em discussão condições de financiamento, atração de investimento estrangeiro e taxa de rentabilidade dos projetos.

Nesta semana, está previsto um encontro entre líderes do setor energético e o BNDES. “Há mobilização por parte dos fornecedores. Os principais players já estão vindo para o Brasil. Mas a decisão de investimento depende de um sinal político forte e da sinalização clara de que haverá leilões no médio e longo prazos”, diz a sócia da área de infraestrutura do Machado Meyer Advogados, Ana Karina Esteves de Souza.

A falta de clareza sobre o cronograma de leilões é de fato uma preocupação. Movimento liberado pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica e pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia propõe que sejam realizados quatro leilões de energia de reserva em quatro anos.

A Eletrosul é uma das empresas que já demonstraram interesse em participar de leilões de energia solar em um futuro próximo. A lista conta, também, com a Renova Energia, além da italiana Enel.

Fonte: Em.com.br



http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/07/14/internas_economia,548012/proximos-meses-serao-decisivos-para-setor-energetico.shtml

207 cidades divulgam estratégias de adaptação às mudanças climáticas



Responsáveis por 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global, por abrigar mais da metade da população mundial e pelo consumo de dois terços do consumo de energia do planeta, as cidades serão as principais atingidas pela mudança do clima, revela último relatório do Painel Intergovernamental pelas Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mobilizados por meio do programa Cities 2014, do CDP, 207 municípios de todo o mundo – entre eles, 29 brasileiros – divulgaram 757 estratégias e ações de adaptação às mudanças climáticas. “Porém, uma colaboração maior com empresas é necessária para aumentar a resiliência das cidades”, avalia Larissa Bulla, responsável pelo programa.

Segundo novo relatório do CDP, Protecting our Capital, que examina dados de 50 dessas cidades, 76% dos participantes relataram que o aquecimento global pode impactar os negócios, levando o governo local a concentrar suas ações na identificação de riscos e mitigação.

O total de municípios participantes do programa este ano representa quase o dobro de 2013. Segundo o CDP, esse aumento decorre da crescente preocupação das administrações municipais com a responsabilidade ambiental e com o monitoramento do desempenho.

Dados das cidades participantes, como emissões de gases de efeito estufa, riscos, ações de adaptação e atividades de redução de emissões, podem ser consultados no infográfico produzido pela iniciativa.

Brasil – Três quartos das cidades brasileiras informaram que os efeitos da mudança do clima ameaçam sua estabilidade econômica, causam danos a propriedades, infraestruturas, comprometem o bem-estar social, entre outros. Além disso, metade enxerga benefícios no combate às mudanças climáticas, informou a assessoria de imprensa.

A cidade de São Paulo (SP), por exemplo, reportou que durante eventos extremos do clima – tais como tempestades – houve aumento de enchentes, que impactam negativamente as vias mais importantes do centro da cidade, aumentando o congestionamento e a pressão sobre o sistema de transporte público.

Conheça os 29 municípios participantes: Aparecida (SP), Aracaju (), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Caieiras (SP), Campinas (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Guarulhos (SP), Jaguaré (ES), João Pessoa (PB), Macapá (AM), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Bernardo do Campo (SP), São Luís (MA), São Paulo (SP), Sorocaba (SP) e Vitória (ES).

Fonte: Ambiente Brasil



http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/07/14/107008-207-cidades-divulgam-estrategias-de-adaptacao-as-mudancas-climaticas.html

Conversão de energia renovável em gás pode viabilizar transição energética alemã



Um problema de fontes eólica e solar é manter o fornecimento estável, independente do tempo. Armazenar de energia em gás ou líquido é uma possível solução. Porém legislação atual desestimula investimentos nessa técnica.

O governo da Alemanha pretende aumentar o percentual de energias renováveis em sua matriz energética, e definiu metas concretas para esse fim. Até 2050, no mínimo 80% de sua produção e 60% da demanda deverão ser de origem solar, eólica ou de outras fontes renováveis. Contudo continua em aberto a questão de como garantir um abastecimento estável e suficiente durante os períodos em que não há sol ou vento.

Na visão de alguns pesquisadores e engenheiros, a resposta poderiam ser os assim chamados sistemas power-to-gase power-to-liquid, que transformam energia, respectivamente, em gás e líquido. Essa tecnologia seria decisiva para uma bem sucedida transição na política energética, acredita Michael Sterner, professor da Escola Técnica de Regensburg.

“O sistema power-to-gasé absolutamente necessário para um abastecimento elétrico 100% proveniente de energias renováveis, assim como para a redução da emissão de dióxido de carbono no setor de transportes e na indústria química”, explica Sterner.

Em princípio, o procedimento é simples. A Alemanha já possui uma ampla rede de gasodutos e depósitos de gás. O gás natural é um combustível fóssil, utilizado, por exemplo, no aquecimento residencial para a produção de energia em turbinas a gás. Seu principal componente, o metano, é também utilizado como matéria-prima na indústria petroquímica, em produtos que vão do plástico a medicamentos.

Os engenheiros propõem que os depósitos de gás e a rede de gasodutos a que estão conectados sejam utilizados para resolver o problema de armazenamento de eletricidade na Alemanha. Por esses dutos, também poderia fluir metano sintético, produzido a partir de dióxido de carbono (CO2), água e eletricidade. Quando essa eletricidade é de origem renovável, designa-se o metano artificial, assim criado, “gás renovável” – ou mesmo “gás eólico” ou “gás solar”, de acordo com o método de produção.

Diesel, gasolina e querosene de gás renovável

A partir do gás sintético, pode-se também produzir outros combustíveis líquidos artificiais, como metanol e butanol – utilizáveis em motores a diesel e a gasolina – ou querosene – principal componente do combustível de aviação. O resultado é então denominado power-to-liquid, ou “combustível líquido renovável”.

Embora sendo, em princípio, um método simples, há uma aparente dificuldade em desenvolver um modelo de negócios atraente a partir dele. Pois é relativamente barato extrair gás natural da terra e levá-lo até outros lugares, por meio de gasodutos. Em comparação, o metano sintético é muito mais custoso e nunca poderá competir em termos de preço com o gás natural, admite Peter Röttgen, diretor do Centro de Inovação de Armazenamento de Energia da E-On, a maior empresa de energia alemã. Pelo menos não, enquanto o preço do carvão for tão baixo.

Entretanto, isso não quer dizer que o sistema power-to-gasdeva ser visto como de custo inacessível: afinal de contas, o gás fóssil nocivo ao meio ambiente não é o mesmo que o gás renovável. Ove Petersen, chefe da empresa GP Joule, que se engaja pela eletricidade de fontes renováveis, afirma que a atual situação poderia mudar com a ajuda de subsídios.

“Os que usam fontes produtoras de grandes emissões de CO2 – por exemplo, os operadores de usinas elétricas a carvão – são os que recebem os grandes subsídios. Durante muitos anos, nós permitimos que eles usassem a atmosfera terrestre como depósito de lixo para os seus produtos de combustão nocivos ao clima”, acusa Petersen.

Armazenamento para energia eólica

Alguns projetos já testam o potencial da nova tecnologia. A montadora Audi inaugurou no final de 2013 uma central power-to-gascom produção de seis megawatts em Werlte, no norte da Alemanha. A E-On opera uma outra unidade-piloto próximo a Berlim, juntamente com a Swissgas. Segundo Peter Röttgen, agora seriam necessários novos mecanismos de mercado para que esses protótipos se transformem em usinas de verdade.

O executivo da E-On aponta os efeitos colaterais indesejados do boomde energia eólica. “Existem tantos moinhos eólicos que, em dias de tempestade, muitos deles são desligados para evitar uma sobrecarga da rede elétrica. No entanto, a lei de remuneração do fornecimento energético prevê que os proprietários de aerogeradores recebam pagamentos generosos, mesmo que suas turbinas sejam desligadas.”

A construção de instalações power-to-gasnas vizinhanças de parques eólicos seria uma alternativa economicamente inteligente para o grande volume de energia produzido em dias tempestuosos, afirma Röttgen. Na legislação atual, porém, não há estímulo financeiro para que as empresas invistam no sistema, já que os proprietários de aerogeradores recebem seu dinheiro de qualquer maneira. Isso deveria mudar, insiste o especialista.

“Nós devemos reestruturar os mercados, de modo que comprar energia solar e eólica em grande quantidade para armazená-las como gás sintético, passe a ser um modelo de negócios atraente.” E o governo federal alemão não deveria cobrar taxas e impostos para o gás renovável, pelo menos até que a tecnologia power-to-gasesteja plenamente desenvolvida – e isso ainda vai demorar anos para acontecer, conclui Röttgen.

Fonte:Terra



http://noticias.terra.com.br/ciencia/conversao-de-energia-renovavel-em-gas-pode-viabilizar-transicao-energetica-alema,641f9d6d34127410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html
 

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