A inovação portuguesa que salva 4.000 aves/ano de morrerem nos parques eólicos



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O parque eólico do Barão de São João, em Lagos, é provavelmente o mais polémico de Portugal. Instalado num local protegido e que pertence à rede Natura 2000, os 25 aerogeradores tiveram parecer desfavorável em 2003,mas acabaram por ter aval de construção dois anos depois.

O problema do parque eólico é a grande sensibilidade ambiental da área, sobretudo a rota outonal das aves planadoras e das suas espécies prioritárias, a águia de Bonelli e o falcão-da-rainha.

Um dos impactos negativos referenciados tinha como pano de fundo o chamado “efeito barreira” provocado pela grande quantidade de pás dos rotores das aerogeradoras – um problema global, na verdade. Assim, estas giram nas alturas utilizadas nos voos migratórios, o que poderá causar o afastamento das aves para rotas menos favoráveis.

O parque foi inaugurado em 2010, e desde então uma equipa de seis a dez ornitólogos monitoriza o voo das aves. A missão é controlar a rota das aves que, quase sempre, atravessam o estreito de Gibraltar, mas por vezes se desorientam.

“Quando chegam estão totalmente perdidas e têm de voltar a encontrar o caminho de volta. E o caminho correcto passa por voltar para trás em direcção a Espanha”, explicou ao Economia Verde o biólogo Alexandre Leitão.

Uma das soluções para monitorizar as aves é o bird track, uma espécie de radar que consegue detectar as aves a grande distância – mais longe do que o olhar treinado de cada um dos membros da equipa. Quando os biólogos pressentem que uma ave pode colidir contra um aerogerador, é dada ordem para estes pararem.

“Até podemos parar o parque eólico, consoante as circunstâncias”, continuou Alexandre Leitão, que acrescenta que entre dar a ordem para parar e os aerogeradores realmente pararem passam apenas entre cinco a sete segundos. Um tempo precioso quando estamos a falar de aves raras.

Este é o único parque eólico português que monitoriza as aves com o bird track, um produto desenvolvido pela consultora ambiental Strix e que já recebeu um convite para o Egipto. “Esta unidade funciona, em Lagos, como um projecto piloto. [No Egipto] terá a oportunidade de internacionalização e exportação”, explicou Miguel Repas, da Strix.

No ano passado, e durante os quatro meses de trabalho no terreno, estes aerogeradores pararam 64 vezes, o equivalente a 45 horas e apenas 0,5% na produção total anual. Todos os anos, mais de quatro mil aves de 37 espécies passam pelo parque eólico do Barão de São João.

Fonte:Green Savers



http://greensavers.sapo.pt/2014/09/24/a-inovacao-portuguesa-que-salva-4-000-avesano-de-morrerem-nos-parques-eolicos-com-video/

Índia vai instalar 2.200 torres telefónicas alimentadas a energia solar



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A Índia é um dos países com mais utilizadores de telemóveis e no final do ano é esperado que 815 milhões de indianos possuam pelo menos um destes dispositivos. Para ajudar à expansão da crescente rede de comunicações, o Governo indiano anunciou que vai instalar 2.200 torres telefónicas alimentadas com energia solar em vários estados da Índia.

O Governo acredita que a tecnologia móvel pode ajudar ao desenvolvimento das regiões economicamente fracas – tanto que recentemente actualizou uma série de programas para distribuir informação aos pescadores que utilizam a tecnologia móvel. O Executivo indiano vai ainda lançar o projecto Índia Digital, de maneira a garantir que até 2019 todos os indianos têm um smartphone, refere o Inhabitat.

As autoridades indianas encaram também a expansão das comunicações móveis como uma oportunidade para combater os extremismos de esquerda, já que os militantes destas facções causam estragos em áreas subdesenvolvidas, com o pretexto de que o Estado e os governos centrais têm negligenciado estes locais. Assim, o Governo planeia instalar torres nestas regiões, para acabar com as exigências dos extremistas.

Actualmente, algumas destas regiões estão equipadas com torres de telecomunicações alimentadas a diesel, mas estes equipamentos são perigosos e pouco económicos. Adicionalmente, os preços do petróleo têm aumentado, o que torna estas torres menos viáveis nas regiões menos desenvolvidas da Índia. As torres solares parecem ser uma boa solução já que são auto-sustentáveis, não necessitam de ser reabastecidas e produzem muito poucas emissões de gases com efeito de estufa.

Fonte: Green Savers



http://greensavers.sapo.pt/2014/09/23/india-vai-instalar-2-200-torres-telefonicas-alimentadas-a-energia-solar/

Turbinas eólicas matam muito menos pássaros do que se pensava



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Um dos argumentos contra as torres eólicas é a quantidade de aves que estas matam anualmente. Contudo, este argumento pode não ser tão verdadeiro quanto se pensa. Um novo estudo, com o apoio do American Wild Wildlife Institute, revela que as turbinas eólicas são responsáveis pela morte de entre 214.000 a 368.000 aves anualmente. Embora estas mortes devam ser evitadas e são uma perda para as populações de aves, o número de colisões fatais de aves com torres de telecomunicações é muito superior ao número de mortes provocadas pelas eólicas – cerca de 6,8 milhões de aves todos os anos.

O estudo centrou-se nas pequenas aves dos Estados Unidos e dados indicam que apenas 0,01% desses pássaros colidem com as turbinas. Os gatos norte-americanos causam um dano muito maior nas populações de aves, matando entre 1,4 a 3,7 milhões de pássaros todos os anos.

Adicionalmente, mais de metade das aves dos Estados Unidos está ameaçada pelas alterações climáticas, o que torna as energias renováveis ainda mais importantes no que toca à preservação das populações de aves.

Futuramente, o American Wild Wildlife Institute vai apoiar um outro estudo para se perceber qual o impacto das eólicas em aves de maior porte, refere o Inhabitat. Contudo, uma coisa é já certa – e embora os dados sejam apenas para os Estados Unidos, podem ser generalizados para os restantes países –: de todas as ameaças que as aves enfrentam, as eólicas não são a pior. Já das alterações climáticas não se pode dizer o mesmo.

Fonte: Greensavers



http://greensavers.sapo.pt/2014/09/22/turbinas-eolicas-matam-muito-menos-passaros-do-que-se-pensava/

Brasil, entre o berço esplêndido e caos climático



Foi-se o tempo em que mudanças climáticas não eram um problema do Brasil, quando podíamos seguir, no alto de nosso berço esplêndido, destruindo florestas e com o sonho de um dia termos o estilo de vida perdulário de um cidadão de primeiro mundo. As mudanças climáticas já bateram à nossa porta, os extremos climáticos já afetam a nossa vida.

Segundo o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais 1991-2010, tivemos 8.671 ocorrências entre secas, enchentes, vendavais, geadas etc., na década de 1990 e saltamos para 23.238 eventos na década de 2000. Hoje, 21% das cidades brasileiras (1.183) estão em situação de emergência ou calamidade devido a secas. Mesmo que se discuta se cada evento é ou não consequência do aquecimento global, o clima está claramente cada vez mais hostil.

A conta do clima chegou para todos os grandes emissores e o Brasil está entre os 7 maiores.

O mais recente relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - IPCC, que contou com participação de 23 cientistas do Brasil, traz alerta muito objetivo. Já convivemos com consequências das mudanças climáticas e a situação pode ficar muito pior, com impactos irreversíveis, se tivermos aquecimento global acima de 2°C em relação a níveis pré-industriais. Estamos, hoje, no caminho de um aumento de 4 a 5°C na temperatura média do planeta. Mas, felizmente, o IPCC afirma que ainda é possível evitar o pior, se houver profundos cortes nas emissões de gases de efeito estufa.

Houve progresso na agenda de clima nesta última década no país. Em 2004, começamos a combater o desmatamento na Amazônia (o que gerou a maior redução de emissões em um único país em anos recentes). Lançamos em 2008 um Plano Nacional sobe Mudança do Clima e temos, desde 2009, uma política nacional sobre o tema, com metas para redução de emissões até 2020. Criamos o Fundo Amazônia e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, e temos planos setoriais para mitigação às mudanças climáticas.

Entre os piores, sem estratégia

No entanto, o que já fizemos até hoje não é suficiente para o futuro. Análises do Observatório do Clima indicam tendência de emissões crescentes até 2020, apesar de atingirmos a meta definida em lei. Além disso, nossa responsabilidade pelo aquecimento global pode ser maior do que se imaginava. Estudo recente de pesquisadores da Universidade de Concórdia, no Canadá, coloca o Brasil entre os 4 maiores responsáveis pelo aquecimento global já observado, com 4,9% de responsabilidade. E não temos uma estratégia nacional de adaptação às mudanças climáticas, que nos prepare para seus efeitos.

Até o final de 2015, estará em curso processo de negociação no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para a definição de um novo acordo, com metas de redução de emissões e outros compromissos para o período pós-2020 aos países membros da Convenção. Em matéria de mitigação, o único resultado aceitável é um conjunto global de metas de redução de emissões compatível com o limite de 2°C. Todo grande emissor terá grande responsabilidade.

Será tarefa de quem estiver à frente da Presidência da República, a partir de 1o de Janeiro de 2015, a definição de uma estratégia nacional de adaptação e metas de redução de emissões consistentes com a emergência climática e correspondente à responsabilidade e capacidade do Brasil. Para o Observatório do Clima, o Brasil deverá emitir, em 2030, bem menos do que hoje (e bem abaixo de 1 GtCO2e), para fazer sua parte para evitar o caos climático.

Os desafios são grandes. Mudanças climáticas têm hoje peso pequeno frente a grandes planos de desenvolvimento no Brasil. Aumentamos a geração de energia eólica em anos recentes, mas reduzimos a participação total de energias renováveis em nossa matriz de energia nos últimos anos. Além disso, investimos quase nada em fontes como a energia solar (enquanto a China deve chegar a 70 GW desta fonte em sua matriz em 2017). E cerca de 70%, ou mais de R$ 800 bilhões, dos investimentos em energia projetados até 2023 serão investidos em fontes fósseis: petróleo e gás natural. No ano passado, depois de anos em queda, o desmatamento na Amazônia voltou a crescer - 29% de aumento em relação a 2012. Investimos pouco mais de 3% dos recursos federais para a agropecuária na agricultura de baixo carbono. E ainda não promovemos no Brasil os saltos de inovação tecnológica para uma economia de baixo carbono que estão ocorrendo em outros países, em áreas como armazenagem, transmissão e distribuição de energia.

Mudar o panorama atual é fundamental. O caminho de desenvolvimento é baseado em reduções progressivas de emissões de gases de efeito estufa, com adaptação e resiliente às mudanças climáticas. Ele depende de uma visão estratégica de longo prazo e da harmonização entre políticas, planos, instrumentos e investimentos voltados para infraestrutura, energia, agropecuária, indústria, ciência, tecnologia e inovação e a Política Nacional sobre Mudança Climática. A própria lei 12.187/2009, que estabeleceu esta política, determina este alinhamento, ainda inexistente no país.

A/o próximo presidente do Brasil terá, portanto, a responsabilidade de tirar o país de sua zona de conforto climático. O discurso de que já fizemos muito frente aos outros países não é suficiente. E o único caminho aceitável ao desenvolvimento de cada país é o que confere às mudanças climáticas a devida importância estratégica. Está em jogo é a segurança climática do país, do mundo e de cada cidadão. Mas, também, a própria competitividade de nossa economia em um mundo que precisa ser de baixo carbono.

*Carlos Rittl é secretário-executivo do Observatório do Clima

Fonte:O ECO



http://www.oeco.org.br/convidados/28652-brasil-entre-o-berco-esplendido-e-caos-climatico

Emissões de CO2 em 2013 batem recorde, segundo novo estudo global



As indústrias do mundo lançaram um recorde de emissões de carbono para a atmosfera em 2013, principalmente corporações instaladas na China, Estados Unidos e Índia.

As informações, divulgadas neste domingo (21) em um relatório feito por cientistas de diversas partes do mundo, mostram que foram emitidas 36,1 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO2) no ano passado, alta de 2,3% em relação a 2012.

As emissões de CO2 são derivadas da queima de carvão, petróleo e gás.

O estudo saiu a dois dias do início de uma cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que acontecerá em Nova York. A investigação científica foi elaborada pelo projeto Carbono Global e publicada em três diferentes artigos nas revistas “Nature Geoscience” e “Nature Climate Change”.

“Estamos indo na direção errada”, disse Glen Peter, cientista norueguês que integra o quadro de especialistas internacionais responsáveis pelo cálculo das emissões mundiais a cada ano.

A equipe projeta que as emissões de CO2 para 2014 subam 2,5%. O dióxido de carbono é o principal gás responsável pela elevação da temperatura do planeta.

Contaminação crescente - As três nações que mais emitem gases contaminantes - China, Estados Unidos e Índia - viram suas emissões darem um salto. As emissões da Índia cresceram 5,1%, enquanto as da China subiram 4,2% e as dos Estados Unidos, 2,9%.

Dos 12 países que tiveram queda no ano passado, somente a Espanha teve um grande decréscimo. Os cientistas preveem que a quantidade de gases poluentes na atmosfera seguirá aumentando e que, em 30 anos, o planeta estará 1,1ºC mais quente que agora.

Em 2009, durante a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, realizada em Copenhague, os líderes mundiais alertaram que esse nível seria perigoso e se comprometeram a não alcançá-lo. “O tempo está curto”, afirma Pierre Friedlingstei, da Universidade de Exeter, na Inglaterra. “Quanto mais seguirmos sem fazer nada, mais provável será essa realidade a partir de 2040”, explica.

Chris Field, ecologista do Instituto Carnegie e que encabeça o painel da ONU sobre aquecimento global (o IPCC), afirma que os estudos oferecem “uma imagem sombria das medidas que devemos tomar para fazer frente ao desafio da mudança climática”.

Mais de cem líderes mundiais vão se reunir na quarta-feira (23) na Cúpula do Clima da ONU para analisar como reverter esta tendência de emissões. Neste domingo (21), dezenas de milhares de pessoas marcharam pelas ruas de diversas cidades do planeta pedindo maior atenção à questão climática. 

Fonte: Ambiente Brasil



http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/09/22/108954-emissoes-de-co2-em-2013-batem-recorde-segundo-novo-estudo-global.html

Relatório propõe modelo de crescimento econômico com baixa emissão de carbono



A luta contra as mudanças climáticas não significa sacrificar crescimento e emprego e pode ser alcançada com um modelo de baixa emissão de carbono, afirma um relatório divulgado nesta terça-feira por um grupo de especialistas liderado pelo ex-presidente mexicano Felipe Calderón.

O estudo “Melhor crescimento melhor clima”, apresentado pela Comissão Global sobre Economia e Mudanças Climáticas, propõe economias substanciais nos próximos 15 anos com a adoção de energias renováveis e do cuidado com o solo através da recuperação de terras degradadas e do freio ao desmatamento, entre outras propostas.

“Queremos fornecer ao debate algo que consideramos muito valioso: alternativas econômicas. Este relatório tem um enfoque econômico, mais que ambiental. Fornece ferramentas úteis para utilizar no governo, mas também no setor privado”, disse Calderón em uma entrevista à AFP em Nova York na apresentação do documento.

O estudo inclui uma série de 10 recomendações para estabelecer “uma rota na qual não é preciso sacrificar crescimento econômico ou emprego”, afirmou Calderón, que citou “uma mudança importante de modelo”.

“Muitas mudanças que propomos implicam não apenas melhoras na redução de emissões, mas também em termos de produtividade da economia e dos recursos naturais, por exemplo em termos de incentivos à inovação que têm uma incidência muito positiva, em nossa percepção, no comportamento econômico”, explicou.

O relatório foi divulgado uma semana antes da reunião de cúpula do clima em Nova York, convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para preparar as negociações do próximo ano em Paris, onde os países esperam alcançar um acordo internacional que entre em vigor em 2020.

A ONU quer limitar o aquecimento global a dois graus centígrados em relação à era pré-industrial. No entanto, muitos cientistas afirmam que, diante dos níveis de emissões de gases de efeito estufa, as temperaturas terão aumentado ao fim deste século em mais de quatro graus em relação à era pré-industrial.

Milhões de dólares disponíveis - Segundo o documento, a aceleração da urbanização em nível mundial será acompanhada por gastos em infraestrutura no valor de 90 trilhões de dólares em 15 anos, dos quais três trilhões podem ser economizados a partir de planos de desenvolvimento urbano “mais compactos e conectados”.

“A energia renovável está se tornando acessível e tão ou mais econômica em alguns países”, afirmou Calderón ao defender a transformação do modelo energético, declarando que seu grupo preferia falar de “oportunidades econômicas em vez de profecias catastróficas”.

“Nos mercados financeiros há bilhões de dólares disponíveis para este tipo de investimentos que só estão esperando (…) porque não há uma certeza de política pública”, disse neste sentido, mencionando os exemplos bem-sucedidos de Noruega e Suécia, que “crescem mais e emitem menos”.

Em relação ao setor privado, o ex-presidente mexicano indicou que as empresas encontram-se em uma “política de esperar e ver”, mas que são “muito capazes de se adaptar”, como fizeram os fabricantes automobilísticos com as exigências de mais eficiência e menor consumo.

A Comissão Global sobre Economia e Mudanças Climáticas foi criada por iniciativa de oito países: Colômbia, Etiópia, Indonésia, Reino Unido, Noruega, Suécia e Coreia do Sul.

Conta com a participação, entre outros, do ex-presidente chileno Ricardo Lagos; do ex-secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Angel Gurría; e da diretora do Banco Mundial (BM).

O documento “A nova economia climática” foi elaborado por vários institutos de pesquisa e guiado por um grupo de economistas que inclui dois Prêmios Nobel.

Fonte: Ambiente Brasil



http://www.ambientebrasil.com.br/

Especialistas pedem ação global para adoção de energias renováveis



Documento apresentado pede a supressão de energias fósseis

Um relatório apresentado por um grupo de especialistas antes da cúpula das Nações Unidas sobre o clima pede maior ação global para a adoção de energias renováveis, o fim do desmatamento e a integração da investigação sobre as tecnologias adequadas como parte do combate às alterações climáticas.

O documento, escrito em conjunto com o economista britânico Nicholas Stern, apela igualmente à supressão progressiva das energias fósseis, assim como à reflorestação de 500 milhões de hectares de florestas e de terras cultiváveis até 2030.

Segundo o grupo, o mundo pode evitar custos financeiros e ambientais ao optar por uma economia de baixo carbono nos próximos 15 anos.

O relatório estima que os próximos 15 anos serão decisivos diante de uma economia mundial em plena reestruturação e face à dificuldade de respeitar o objetivo de limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius.

O estudo cita um investimento mundial de US$ 90 bilhões em infraestrutura nos próximos 15 anos, período em que é esperado rápido aumento da urbanização.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou uma reunião de cúpula sobre o clima para o próximo dia 23, nas Nações Unidas, na esperança de preparar a próxima grande conferência mundial de Paris em 2015. 

Fonte: Diário dos ventos



 



http://diariodosventos.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Di%C3%A1rio-dos-Ventos-20140917-1393.pdf

Brasil dá exemplo e supera metas de proteção da camada de ozônio



Nesta terça-feira (16) celebra-se o Dia de Preservação à Camada de Ozônio. Esse filtro natural que protege a vida na Terra contra radiações solares excessivas apresenta o mais significativo índice de recuperação dos últimos 35 anos – resultado do cumprimento de tarefas do Protocolo de Montreal. O Brasil contribuiu com o esforço mundial, e superou as metas de redução de consumo das substâncias que causam danos à estratosfera.

“A meta brasileira seria do congelamento do consumo de hidroclorofluorcarbonos (HCFC) em 1.327 toneladas de PDO (substâncias com potencial de destruição do ozônio) em 2013. Chegamos a 1.189,25. Com uma diferença de 138 toneladas”, relata Magna Luduvice, gerente de Proteção da Camada de Ozônio, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do MMA. Os números são do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Crescimento - A camada de ozônio é destruída por substâncias químicas sintetizadas, compostas por hidrogênio, carbono, cloro, flúor e bromo, com diversas aplicações, especialmente na fabricação de espumas (de colchões a autopeças) e no setor de refrigeração e ar-condicionado (fluidos refrigerantes).

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) informa que, entre 2000 e 2013, os níveis da camada de ozônio cresceram 4% em latitudes norte a cerca de 30 milhas (48 km) de altura. Esse é o primeiro índice significativo confirmado por cientistas, desde que foi constatado o chamado “buraco da camada de ozônio”, nos anos 1980, na Antártica.

O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990, e em 2010 zerou a taxa de consumo dos clorofluorcarbonos (CFC), que até então eram os principais vilões dos danos na estratosfera. No ano seguinte, o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFC (PBH) foi aprovado. Embora tenham menor potencial de destruição, os hidroclorofluorcarbonos influenciam no efeito estufa, e também por isso devem ser substituídos na indústria por outros compostos químicos.

Ações - A primeira etapa do compromisso brasileiro para eliminação dos HCFCs se encerra em 2015, prazo final para que o país reduza 16,6% do consumo dessas substâncias em relação à média consumida em 2009 e 2010 (1.327 t PDO). A segunda etapa compreende o período de 2016 a 2040, com metas de redução de 35% em 2020, 67,5% em 2025, 97,5% em 2030 e eliminação total em 2040. Para o cumprimento de metas, as ações são subsidiadas pelo Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal.

“Atualmente, a conversão tecnológica necessária para o cumprimento de metas está sendo desenvolvida por meio de 32 projetos, em cerca de 400 empresas do setor de espumas de poliuretano”, afirma Gabriela Lira, analista ambiental da Gerência de Proteção da Camada de Ozônio. Ela comenta que os empresários estão tendo ampla aceitação, até porque os HCFC deixarão de ser encontrados no mercado, e agora eles têm a oportunidade de contar com o apoio do governo federal para se adequar às novas exigências. Os projetos são financiados com recursos do Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal.

O analista ambiental Frank Amorim, que trabalha na mesma gerência do MMA, acompanha iniciativas no setor de refrigeração e ar-condicionado, que são basicamente relacionadas a serviços. “Começamos a etapa de treinamento de técnicos, para aprendizado de boas práticas, especialmente no que se refere ao controle de vazamento de fluídos”, disse. Ele explica que o principal foco são os supermercados, e, para isso, o MMA firmou parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). As instituições responsáveis pelos cursos são o Senac, Senai e Instituto Federal da Bahia. Também foram selecionados três lojas para a realização de projetos demonstrativos.

Mensagem da ONU – Em nota divulgada pelo Secretariado Geral da ONU, para o Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, o Protocolo de Montreal é citado como “um dos mais bem-sucedidos tratados ambientais da história”, com ratificação universal por 197 países. O documento acentua que, “há pouco mais de 25 anos, o mundo se uniu para reverter a rápida degradação da camada de ozônio, que hoje se encontra a caminho da recuperação em poucas décadas”.

Segundo a ONU, sem os acordos firmados junto ao Protocolo de Montreal, o nível de substâncias destruidoras da camada de ozônio na atmosfera teria crescido dez vezes até 2050. “As ações empreendidas evitaram milhões de casos de câncer de pele”, que teriam surgido devido à incidência excessiva de raios ultravioleta, que são absorvidos pelo filtro natural que se localiza na estratosfera.

A mensagem também ressalta a contribuição do Protocolo de Montreal no combate às mudanças climáticas, pois muitas das substâncias que estão sendo eliminadas também têm grande potencial de aquecimento global: “As alterações do clima afetam comunidades, ecossistemas e economias mundiais”. O documento encerra frisando que o acordo serve de exemplo a ser imitado.

Fonte: Ambiente Brasil



http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/09/16/108820-brasil-da-exemplo-e-supera-metas-de-protecao-da-camada-de-ozonio.html
 

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