Climatempo: El Niño não terá impacto sobre parques eólicos



Leontina Pinto pede previsões de mais longo prazo para ajudar investidores

A configuração de um El Niño não trará impacto efetivo sobre os parques eólicos, visto que ele deverá vir com fraca intensidade. De acordo com a diretora do Climatempo, Patrícia Madeira, nesse momento é mais importante para os parques eólicos observar as oscilações do Oceano Atlântico.

“Se eu tiver uma oscilação, como parece que vai ter, de águas mais frias no Atlântico Sul e águas mais quentes no Atlântico Norte, a tendência é que a zona de convergência fique mais a Norte e isso favoreça a continuidade dos ventos nas regiões Norte e Nordeste”, declarou Patrícia. Nas previsões do Climatempo, o El Niño deverá se caracterizar em novembro ou dezembro e ficar até março ou abril de 2015.

Para Leontina Pinto, diretora da consultoria Engenho, seria importante para o investidor de parques eólicos ter uma previsão de ventos no mais longo prazo, ou seja, para os próximos cinco anos. “Em 2012 a gente teve parques que geraram muito mal. Acho que existe uma necessidade de saber quando vai ser bom e quando vai ser ruim”, defendeu.

Ela exemplificou que para um investidor que venda energia no leilão A-5 e queira antecipar a operação do parque, é importante saber com antecedência se no ano que ele pretende iniciar a operação os ventos serão favoráveis. “Se ele entra em um ano de El Niño, ele já entra prejudicado”, aponta Leontina.

Caarem Studzinski, diretora executiva da Aeroespacial, diz que os estudos precisam melhorar. De acordo com ela, os critérios de incerteza utilizados para a região Nordeste, por exemplo, não são os mesmos a serem utilizados para a região Sul. “Cada região tem suas especificidades”, disse ao participar do Brazil Windpower 2014, que acontece no Rio de Janeiro. 

Fonte: Diário dos Ventos



 



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BNDES estima aumentar em 10% liberações para o setor eólico em 2014



No ano passado, liberações atingiram R$ 3,3 bilhões para o mercado livre e regulado, de acordo com Antônio Carlos Tovar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estima aumentar em 10% as liberações para o setor eólico em 2014, quando comparado com 2013. No ano passado, o banco liberou R$ 3,3 bilhões para projetos do mercado cativo e livre, de acordo com o gerente do Departamento de Fontes Alternativas do BNDES, Antônio Carlos Tovar.

O gerente comentou que as liberações para projetos no mercado livre tem aumentado, na medida em que a fonte tem conseguido mais espaço na matriz. “O mercado livre é muito mais customizado. Então, tem soluções específicas dependendo das necessidades do cliente e do empreendedor responsável pelo parque. Mas o banco está aberto a continuar apoiando os projetos e cada vez mais a gente passa a ter uma carteira de projetos no mercado livre”, comentou Tovar.

Ele disse que o empreendedor acaba encontrando diversas alternativas para conseguir o financiamento junto ao banco. Uma delas é um mix de projetos mercado livre e mercado regulado. Outra seria o empreendedor fazer um contrato com o cliente que sempre garanta um desconto em cima do preço da distribuidora. “Assim ele acaba conseguindo um contrato de mais longo prazo. Tem uma série de alternativas que estão sendo criadas e analisadas pelos clientes interessados no mercado livre, que o banco tende a apoiar à medida em que esses projetos saiam do papel”, comentou.

Segundo ele, o banco busca apenas balizar algumas estruturas que possam viabilizar o financiamento, mas não existe uma alternativa padrão a ser perseguida. “Tem diversas alternativas e cada um procura se adequar a essas alternativas de acordo com o cliente final e o risco que ele quer assumir”, comentou Tovar, que participou nesta quarta-feira, 27 de agosto, do Brazil Windpower 2014.

Fonte: Diário dos Ventos



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Energia eólica deve corresponder a 11% da produção nacional em dez anos, diz EPE



A participação da energia eólica na matriz energética brasileira deve atingir 11% nos próximos dez anos. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, esta é a perspectiva com que o governo federal está trabalhando. Ele acrescentou que, atualmente, este é o tipo de energia que mais vai crescer no período depois da hídrica e que a produção no Brasil já ultrapassou a da energia nuclear.

Em agosto, a fonte eólica atingiu a capacidade instalada de 5 gigawatts (GW), o suficiente para abastecer, na média, cerca de 4 milhões de residências ou 12 milhões de pessoas, o que corresponde a uma cidade do tamanho de São Paulo.

O presidente da EPE deu as declarações ao participar da abertura do 5º Brazil Windpower, promovido anualmente pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) e pelo Grupo CanalEnergia. O encontro reúne representantes das principais empresas da cadeia produtiva da indústria de energia eólica.

Tolmasquim também informou que o leilão de energia de reserva de 2014, que vai ocorrer no dia 31 de outubro, tem registrado um grande interesse e atingiu mais de mil inscritos. Ele destacou que embora ainda não tenha terminado o processo de habilitação técnica, deve haver um número razoável de usinas habilitadas. "Como os preços-teto são bastante atrativos nos três produtos, tanto no hídrico, como no térmico e eólico/solar, acredito que vai ter muito interessado em participar. As perspectivas são muito boas", informou destacando que o leilão vai ser competitivo com diferentes tipos de tecnologia e de combustível.

Ainda na abertura a presidenta da ABEEólica, Elbia Melo, disse que o setor está muito otimista neste momento. “Ano passado nós já estávamos muito felizes porque havíamos participado de um leilão de reserva e tínhamos boas sinalizações de contratação. Terminamos o ano de 2013 com resultado surpreendente, muito acima da melhor expectativa” disse. Segundo a presidenta, a perspectiva de contratação para o ano que vem, é boa porque o setor está em um processo de desenvolvimento. 

Fonte: Diário dos Ventos



 



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Eólica atinge 5 GW de capacidade instalada no Brasil



Segundo ABEEólica, momento atual é de sustentabilidade da indústria

A fonte eólica atingiu no mês de agosto capacidade instalada de 5 GW, suficiente para abastecer cerca de 4 milhões de lares brasileiros ou 12 milhões de pessoas, o que corresponde a uma cidade do tamanho de São Paulo.

De acordo com Elbia Melo, presidente executiva da ABEEólica, a conquista dos 5 GW de capacidade instalada é extremamente representativa para o setor eólico, visto que há apenas dois anos, em 2012, a fonte comemorou a marca dos 2 GW. “Nesse intervalo de tempo conseguimos inserir 3 GW no sistema, o que representa 5% da matriz elétrica nacional, aproximadamente”, calcula Elbia. A expectativa é de que o segmento mantenha sua forte trajetória de crescimento nos próximos anos, chegando a cerca de 10% em 2018.

Os atuais 5 GW de capacidade, ainda de acordo com a ABEEólica, representam 201 parques eólicos instalados, com geração de 30 mil postos de trabalho por ano. Além disso, a eólica evitou 275 mil toneladas de CO2 e contribuiu para a sociedade com a implantação de diversos projetos sociais.

A executiva comentou ainda, durante a abertura do Brazil Wind Power 2014, que a indústria eólica no país está partindo da consolidação para a sustentabilidade. “Passamos por uma fase de inserção em 2010/2011. Este ano já estamos na fase de consolidação e sustentabilidade da indústria de energia eólica do Brasil”, observa.

O potencial de produção de energia eólica no Brasil é estimado, hoje, em 350 GW, principalmente no Nordeste e Sul do pais. 

Fonte: Diário dos Ventos



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