Estudo internacional aponta recuperação da economia com ajuda do setor de energias renováveis

26 de junho de 2020

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Os custos com as energias renováveis estão em declínio. É o que aponta recente estudo sobre as Tendências Globais no Investimento em Energia Renovável 2020 (disponível em inglês), realizado em colaboração entre o Pnuma, Escola de Frankfurt e BloombergNEF.  A análise mostrou as perspectivas dos investimentos em 2019 com base nos compromissos assumidos no Acordo de Paris para a expansão de energia limpa por países e corporações para a próxima década.


A publicação identificou compromissos equivalentes à expansão em 826 GW de nova capacidade de energia renovável não-hidrelétrica e a um investimento provável de cerca de US$ 1 trilhão até 2030. 

O caminho para limitar o aumento da temperatura global a menos de 2 graus Celsius, que é o principal objetivo do Acordo de Paris, exigiria uma soma de cerca de 3.000 GW até 2030, quantidade exata dependendo do mix de tecnologia escolhido. Os investimentos planejados também ficam muito abaixo dos US$ 2,7 trilhões comprometidos com energias renováveis durante a última década.

Já em relação ao custo da instalação de energia renovável, este atingiu novos mínimos, o que significa que investimentos futuros fornecerão muito mais capacidade. A capacidade de energia renovável, excluindo grandes barragens hidrelétricas de mais de 50 MW, cresceu 184 GW em 2019. Essa adição anual é 12% mais elevada do que a nova capacidade encomendada em 2018. Em dólares, o investimento foi apenas 1% superior ao ano anterior, em US$ 282,2 bilhões.

Já o custo nivelado de energia (LCOE), frequentemente citado como uma medida conveniente da competitividade de diferentes tecnologias de geração, continua decrescendo para a energia eólica e solar, graças às melhorias tecnológicas, economias de escala e concorrência acirrada nos leilões. Os custos de eletricidade de novas usinas de energia solar fotovoltaica no segundo semestre de 2019 foram 83% menores que na década anterior.

As fontes renováveis vêm suplantando a participação dominante dos combustíveis fósseis na geração de eletricidade na última década. O relatório aponta que 78% da capacidade de geração adicionado globalmente em 2019 foi em energia eólica, solar, biomassa e resíduos, geotérmica e pequenas hidrelétricas. O investimento em energias renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, foi mais de três vezes o das novas usinas de combustíveis fósseis.

No ano passado, a publicação apontou como destaques: as maiores adições de capacidade de energia solar em um ano, 118 GW. E ainda, o maior investimento em energia eólica offshore em um ano, US$ 29,9 bilhões, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. O maior volume de contratos corporativos de compra de energia renovável, com 19,5 GW em todo o mundo. A maior capacidade atribuída em leilões de energia renovável, em 78,5 GW em todo o mundo. 

O investimento em 2019 elevou a participação de fontes renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, na geração global para 13,4%, ante 12,4% em 2018 e 5,9% em 2009. Esses números, indicam as entidades, equivale a não-emissão estimada de 2,1 gigatoneladas de dióxido de carbono, uma economia substancial, dadas as emissões globais do setor de energia de aproximadamente 13,5 gigatoneladas em 2019.

Fonte: Portal Solar

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